Leia o caso clínico a seguir. Lactente, de 40 dias de vida,...

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Q4154190 Medicina
Leia o caso clínico a seguir.

Lactente, de 40 dias de vida, nascido de parto normal, a termo, sem intercorrências, com peso de 3.200 gramas e estatura de 49 cm. Durante a primeira consulta, a mãe relata que as fezes do bebê são claras, quase brancas e que os olhos estão amarelados.

Considerando o exposto, entre as causas de colestase do lactente, a intervenção cirúrgica, até os dois meses de vida, determinam melhor prognóstico em qual situação?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O caso descreve colestase neonatal por fezes hipocólicas/acólicas e icterícia persistente em lactente de 40 dias, achado que sugere obstrução biliar. Entre as alternativas, a atresia biliar é a condição em que a correção cirúrgica precoce, idealmente antes de cerca de 60 dias, está associada a melhor prognóstico, definindo o gabarito C.

Tema central: Atresia biliar precoce
Análise das alternativas
A
Errada
Cisto pancreático não corresponde à etiologia clássica de colestase neonatal com fezes acólicas cobrada aqui e não é a condição em que existe benefício prognóstico bem estabelecido de cirurgia até 2 meses nos moldes da atresia biliar. A alternativa erra por não se alinhar ao quadro semiológico típico de obstrução biliar extra-hepática do lactente jovem.
B
Errada
Fígado ectópico não é causa reconhecida e clássica, no diagnóstico diferencial prático deste cenário, de colestase neonatal com indicação cirúrgica precoce tempo-dependente capaz de mudar prognóstico. A incompatibilidade está na baixa pertinência etiológica diante de icterícia persistente associada a fezes quase brancas.
C
Certa
A atresia biliar é a causa clássica de colestase do lactente associada a fezes acólicas e icterícia persistente. O dado decisivo não é apenas reconhecer a colestase, mas saber que, entre as opções, essa é a doença em que a intervenção cirúrgica precoce modifica o desfecho: a drenagem biliar cirúrgica tem maior chance de restabelecer fluxo biliar e melhorar a sobrevida com fígado nativo quando feita nas primeiras semanas de vida, especialmente antes de 2 meses.
D
Errada
Fibrose cística pode entrar no diferencial de colestase neonatal, mas não é a doença cuja lógica de tratamento neste contexto seja correção cirúrgica precoce antes de 2 meses para melhorar prognóstico hepatobiliar. A questão exige a causa de colestase com benefício clássico e tempo-dependente de cirurgia, critério que não corresponde à fibrose cística.
Pegadinha da questão
A banca mistura causas possíveis de colestase com a causa em que o tempo da cirurgia é decisivo. O erro é lembrar que fibrose cística pode cursar com colestase e esquecer que fezes acólicas em lactente ictérico apontam para obstrução biliar, especialmente atresia biliar, cuja janela cirúrgica precoce muda o prognóstico.
Dica para questões semelhantes
  • Em lactente com icterícia após 14 dias, valorize fezes hipocólicas ou acólicas como sinal de colestase e pense em obstrução biliar.
  • Fezes esbranquiçadas indicam falta de bile no intestino; esse dado semiológico pesa fortemente a favor de atresia biliar no lactente jovem.
  • Se a questão destacar cirurgia antes de 2 meses como fator de melhor prognóstico em colestase neonatal, a resposta clássica é atresia biliar com portoenterostomia de Kasai precoce.

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