Paciente feminina, 73 anos, portadora de Alzheimer, é admit...

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Q3792275 Medicina
Paciente feminina, 73 anos, portadora de Alzheimer, é admitida para correção cirúrgica de fratura de fêmur. No pós-operatório, há indicação de sondagem vesical para controle de débito urinário. Qual medida minimiza o risco de infecção urinária nesse procedimento?
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: ANVISA, Protocolo para a Prevenção de Infecção do Trato Urinário Relacionada ao Uso de Cateter Vesical de Demora (atualizado em 2026), item Inserção / Escolha do sistema de drenagem: "a) Utilizar sistema fechado e estéril com válvula antirrefluxo; [...] b) adotar técnica asséptica rigorosa (uso de luvas estéreis, campo cirúrgico estéril, antisséptico e lubrificante estéril de uso único);". A alternativa B é a única compatível com essa exigência normativa.

Tema central: Prevenção de ITU
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque dispensa o rigor de técnica asséptica, quando o protocolo exige "técnica asséptica rigorosa", e ainda propõe troca rotineira da sonda a cada dois dias, apesar de a base informar que a troca do sistema deve ser avaliada somente em hipóteses específicas, não por periodicidade arbitrária.
B
Certa
A alternativa B está correta porque, no contexto da sondagem vesical de demora, a prevenção oficial exige inserção com técnica asséptica rigorosa, com antisséptico, e manutenção de sistema fechado e estéril. A formulação da alternativa reproduce esses elementos essenciais e, por isso, é a que minimiza o risco de infecção urinária conforme a base normativa.
C
Errada
Incorreta porque adota sistema aberto, em confronto direto com a determinação expressa de "utilizar sistema fechado e estéril com válvula antirrefluxo". Além disso, a troca diária da sonda não é medida preventiva preconizada pela base, que afasta trocas arbitrárias sem indicação técnica ou clínica.
D
Errada
Incorreta porque a introdução sem lubrificação contraria expressamente a exigência de "lubrificante estéril de uso único" como parte da técnica asséptica correta. Também erra ao prever trocas a cada plantão, sem suporte na base, que não recomenda trocas frequentes por rotina.
E
Errada
Incorreta porque a base não trata a irrigação vesical contínua como medida preventiva universal. Ela apenas afasta seu uso como prevenção geral e veda irrigações com antimicrobianos ou uso de antissépticos/antibióticos tópicos por ausência de evidências de eficácia e risco de resistência bacteriana.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre medidas que parecem aumentar o controle do débito ou a limpeza do sistema e as medidas oficialmente reconhecidas para prevenir infecção: o critério correto não é trocar mais, abrir o sistema ou irrigar, mas inserir com técnica asséptica rigorosa e manter sistema fechado.
Dica para questões semelhantes
  • Em prevenção de ITU associada a cateter, procure a combinação normativa central: técnica asséptica rigorosa na inserção + sistema fechado e estéril.
  • Desconfie de alternativas com trocas rotineiras em prazos fixos; pela base, a troca depende de indicação técnica ou clínica específica.
  • Sistema aberto para facilitar manejo ou mensuração não prevalece sobre a regra oficial de sistema fechado.
  • Lubrificação estéril integra a técnica correta de inserção; sua ausência não é detalhe, mas desconformidade com o protocolo.

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