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Um paciente com antecedentes de etilismo crônico apresenta ...

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Q3792240 Patologia
Um paciente com antecedentes de etilismo crônico apresenta epigastralgia progressiva acompanhada de esteatorreia, desnutrição e perda ponderal sustentada nos últimos três meses. Os exames laboratoriais evidenciam déficit de absorção de gorduras e comprometimento da função pancreática. Analise os mecanismos fisiopatológicos envolvidos na progressão de pancreatite aguda para o estágio crônico:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: Esteatorreia, desnutrição e perda ponderal em etilista crônico indicam insuficiência pancreática exócrina por pancreatite crônica, cujo mecanismo é inflamação crônica com fibrose intersticial e ductal, obstrução do fluxo pancreático, dilatação proximal e perda funcional permanente; por isso, a alternativa E é a compatível com o caso.

Tema central: Pancreatite crônica alcoólica
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque descreve um processo agudo reversível, sem dano estrutural persistente. O enunciado mostra insuficiência exócrina sustentada, com esteatorreia, má absorção de gorduras e desnutrição, o que exige lesão crônica fibrótica do pâncreas, não apenas inflamação aguda com recuperação completa após retirada do álcool.
B
Errada
Está errada porque, embora reconheça inflamação crônica e fibrose progressiva, atribui reversibilidade parcial à perda de função exócrina e endócrina no estágio crônico estabelecido. Na base fornecida, o ponto decisivo é que a pancreatite crônica cursa com dano estrutural permanente e insuficiência pancreática instalada de caráter irreversível.
C
Errada
Está errada porque restringe a lesão às células beta. Isso produziria principalmente disfunção endócrina, mas não explica a manifestação central do caso, que é insuficiência exócrina com esteatorreia e má absorção de gorduras. Na pancreatite crônica, o acometimento é progressivo e global, envolvendo parênquima acinar e estruturas ductais.
D
Errada
Está errada porque exclui alteração ductal e nega déficit funcional, contrariando o mecanismo típico da doença e os dados do enunciado. Na pancreatite crônica, as alterações ductais e a fibrose são centrais, e o caso já documenta comprometimento funcional com má absorção lipídica; portanto, não se trata de dor crônica isolada.
E
Certa
A alternativa E traduz o mecanismo morfofuncional característico da pancreatite crônica alcoólica estabelecida: fibrose progressiva no interstício e nos ductos pancreáticos, com obstrução ductal e dilatação proximal, levando a atrofia glandular e insuficiência pancreática permanente. Isso explica diretamente os achados do caso, sobretudo esteatorreia e desnutrição, que dependem de perda da função exócrina por redução da secreção enzimática pancreática.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre pancreatite aguda, potencialmente reversível, e pancreatite crônica, que cursa com fibrose ductal/intersticial, obstrução e perda funcional permanente; a outra armadilha foi aceitar a alternativa B por estar parcialmente correta, apesar do erro decisivo sobre reversibilidade.
Dica para questões semelhantes
  • Se houver esteatorreia, desnutrição e má absorção de gorduras, pense primeiro em insuficiência pancreática exócrina por perda acinar, não em lesão endócrina isolada.
  • Diferencie aguda de crônica pelo substrato estrutural: aguda tende a ser reversível; crônica implica fibrose e perda funcional permanente.
  • Na pancreatite crônica alcoólica, procure a tríade fisiopatológica cobrada: fibrose progressiva, acometimento ductal obstrutivo e insuficiência pancreática.

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