Adolescente de 17 anos, previamente hígido, relata poliúria...

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Q3792236 Medicina
Adolescente de 17 anos, previamente hígido, relata poliúria, polidipsia, perda de 6 kg em 2 meses e visão turva. Exame mostra cetonúria positiva, PA normal e IMC limítrofe. Estabeleça a estratégia laboratorial para sustentar diabetes tipo 1 e caracterizar falência de célula β pancreática por autoimunidade: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: A diretriz técnica oficial indicada na base estabelece que, para sustentar laboratorialmente DM1 autoimune, é necessário solicitar o peptídeo C e, pelo menos, um dos marcadores de autoimunidade relacionados ao DM1. Como o enunciado pede justamente a estratégia para evidenciar falência de célula beta por autoimunidade, a alternativa A é a que atende a esse critério.

Tema central: DM1 autoimune laboratorial
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A é a única que satisfaz os dois requisitos pedidos simultaneamente: demonstra falência beta-pancreática por meio de peptídeo C baixo ou ausente, que indica deficiência de secreção endógena de insulina, e demonstra etiologia autoimune por meio da pesquisa de autoanticorpos relacionados ao DM1, como anti-ilhotas, IAA, IA-2 e GAD. Esse é exatamente o critério técnico central apontado na base para sustentar DM1 autoimune.
B
Errada
Está errada porque hemoglobina A1c elevada, isoladamente, pode sustentar hiperglicemia crônica/diagnóstico de diabetes, mas não classifica o diabetes como tipo 2 e não comprova autoimunidade nem falência de célula beta. O erro é confundir exame de diagnóstico glicêmico com classificação etiológica.
C
Errada
Está errada porque perfil lipídico e risco cardiovascular não são critérios definidores de DM1 autoimune nem demonstram falência beta-pancreática. Falta pertinência com o objeto exato pedido no enunciado: autoimunidade e insulinopenia.
D
Errada
Está errada porque o teste oral de tolerância à glicose pode integrar o diagnóstico de diabetes em certos contextos, mas não serve como critério único para confirmar DM1 autoimune e não substitui peptídeo C e autoanticorpos para classificação etiológica. O erro é usar critério glicêmico como se resolvesse a definição do tipo de diabetes.
E
Errada
Está errada porque insulinemia normal não afasta autoimunidade e não substitui os exames indicados para a finalidade perguntada. A alternativa exclui indevidamente a investigação por autoanticorpos e por peptídeo C, que são justamente os elementos necessários para sustentar autoimunidade e falência beta.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre exames que detectam diabetes ou hiperglicemia e exames que classificam etiologicamente o diabetes como DM1 autoimune com falência de célula beta.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado pedir autoimunidade, procure obrigatoriamente pesquisa de autoanticorpos do DM1.
  • Se o enunciado pedir falência de célula beta, o marcador decisivo é peptídeo C baixo ou ausente, não HbA1c, TTGO ou perfil lipídico.
  • HbA1c e TTGO podem diagnosticar diabetes, mas não bastam, sozinhos, para definir DM1 autoimune.
  • Insulinemia normal não afasta autoimunidade quando a questão exige classificação etiológica.

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