Uma mulher de 52 anos com diagnóstico de tromboembolismo pu...

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Q3792235 Medicina
Uma mulher de 52 anos com diagnóstico de tromboembolismo pulmonar apresenta-se com dispneia aguda, dor torácica pleurética e hipoxemia. O tomograma computadorizado com angiografia pulmonar confirma oclusão segmentar de artérias pulmonares bilateralmente. A avaliação hemodinâmica revela frequência cardíaca de 110 batidas por minuto, pressão sistólica do ventrículo direito elevada e elevação de troponina sérica. Estratifique o risco de morbimortalidade desta paciente conforme apresentação clínica:
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: 2019 ESC Guidelines for the diagnosis and management of acute pulmonary embolism, Table 8: "Intermediate–high - +e + + Intermediate–low - +e One (or none) positive ... a One of the following clinical presentations (Table 4): cardiac arrest, obstructive shock (systolic BP <90 mmHg or vasopressors required to achieve a BP >90 mmHg despite an adequate filling status, in combination with end-organ hypoperfusion), or persistent hypotension (systolic BP <90 mmHg or a systolic BP drop ≥40 mmHg for >15 min, not caused by new-onset arrhythmia, hypovolaemia, or sepsis)." No caso, não há hipotensão nem choque, mas há disfunção/sobrecarga de ventrículo direito e troponina elevada, o que enquadra a paciente em risco intermediário-alto.

Tema central: Estratificação do TEP
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a ausência de hipotensão ou choque apenas exclui o alto risco; não autoriza classificar como risco baixo quando há dois marcadores prognósticos positivos no caso: pressão elevada do ventrículo direito e troponina elevada. O confronto correto da diretriz é estabilidade hemodinâmica + disfunção de VD + troponina positiva = intermediário-alto.
B
Errada
Está errada porque descreve apenas um risco intermediário genérico, baseado em comprometimento moderado do ventrículo direito ou elevação de biomarcador. No caso concreto, não há apenas um desses elementos, mas ambos. Pela distinção decisiva da diretriz, quando coexistem disfunção de VD e troponina elevada, a categoria deixa de ser intermediário-baixo/genérico e passa a intermediário-alto.
C
Certa
A alternativa C aplica exatamente o critério classificatório adotado na base: ausência de instabilidade hemodinâmica afasta o alto risco, mas a presença simultânea de sobrecarga/disfunção de ventrículo direito e troponina elevada define o subgrupo intermediário-alto. A referência à consideração de trombolítico é compatível apenas como possibilidade em contexto de vigilância intensiva, mas o ponto decisivo da questão é a estratificação prognóstica, e nisso a alternativa coincide com a diretriz oficial.
D
Errada
Está errada porque o alto risco exige instabilidade hemodinâmica objetiva: parada cardíaca, choque obstrutivo ou hipotensão persistente. Nada disso foi descrito no enunciado. A elevação de troponina e a sobrecarga de ventrículo direito não substituem o requisito de choque ou hipotensão para enquadramento em alto risco.
E
Errada
Está errada porque o subgrupo intermediário-baixo pressupõe apenas um ou nenhum marcador positivo entre disfunção de ventrículo direito e troponina. Aqui os dois estão presentes. Além disso, a justificativa baseada em suficiência terapêutica da anticoagulação não é o critério classificatório adotado pela diretriz; a estratificação depende do perfil hemodinâmico e dos marcadores de VD e injúria miocárdica.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre ausência de hipotensão e risco baixo. O dado que decide a questão não é só a estabilidade hemodinâmica, mas a associação dessa estabilidade com disfunção de ventrículo direito e troponina elevada, que reclassifica o caso para intermediário-alto.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro exclua alto risco: sem choque, hipotensão persistente ou parada, não é alto risco.
  • Depois verifique os dois marcadores-chave: disfunção/sobrecarga de ventrículo direito e troponina positiva.
  • Se ambos estiverem presentes em paciente estável, a classificação é intermediário-alto; se houver apenas um ou nenhum, cai para intermediário-baixo.
  • Não use a conduta terapêutica como critério primário de estratificação quando a diretriz fornece critérios hemodinâmicos e biomarcadores.

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