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Q3792231 Medicina
Mulher de 69 anos, hipertensa e dislipidêmica, com início súbito há 90 minutos de paresia braquiocrural direita e afasia motora. Glicemia capilar normal, PA controlada na admissão, sem uso prévio de anticoagulantes. Escala préhospitalar positiva para AVE. Estabelecer a etapa diagnóstica imediata para distinguir subtipo e direcionar a conduta:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Ministério da Saúde, Linha de Cuidado do AVC no Adulto, manejo inicial: "Realizar tomografia de crânio (TC) sem contraste de urgência; se local de atendimento não tiver TC disponível, transferir o paciente imediatamente para a realização;" e "Definir diagnóstico de AVC isquêmico ou hemorrágico após TC de crânio para tratamento:". Como o caso descreve suspeita de AVC agudo e a pergunta exige a etapa diagnóstica imediata para distinguir subtipo e orientar a conduta, a consequência normativa é a realização imediata de TC de crânio sem contraste, o que conduz à alternativa B.

Tema central: TC inicial no AVC
Análise das alternativas
A
Errada
Está incorreta porque a trombólise não pode ser iniciada antes da neuroimagem. A base afirma que a elegibilidade para trombólise exige "Tomografia computadorizada ou ressonância magnética sem sinais de hemorragia intracraniana". Logo, excluir hemorragia por imagem é requisito prévio, e a janela terapêutica não autoriza suprimir essa etapa.
B
Certa
A alternativa B está correta porque corresponde exatamente à regra assistencial oficial aplicável ao manejo inicial do AVC agudo: a TC de crânio sem contraste é o exame imediato indicado para diferenciar AVC isquêmico de hemorrágico, e essa definição é indispensável para direcionar o tratamento subsequente. A base também registra que a TC é o método de imagem inicial mais utilizado, mais disponível e com boa capacidade para identificar sangramento, o que reforça sua posição como etapa diagnóstica inicial padrão.
C
Errada
Está incorreta porque a base não trata a ressonância magnética com contraste como exame de triagem universal imediata no AVC agudo. Ao contrário, fixa a TC de crânio sem contraste de urgência como etapa inicial obrigatória e aponta a TC como método mais utilizado e mais disponível para a avaliação inicial. Além disso, o contraste não é o critério decisivo pedido pela questão.
D
Errada
Está incorreta porque não há, na base, qualquer fundamento normativo que autorize inferir o subtipo de AVC pela magnitude da troponina. A definição diagnóstica para tratamento depende de TC de crânio, e biomarcador sérico não substitui a neuroimagem para distinguir AVC isquêmico de hemorrágico.
E
Errada
Está incorreta porque a base estabelece que o diagnóstico do subtipo para tratamento é definido após a TC de crânio. Escala clínica pré-hospitalar serve para triagem, não para substituir a neuroimagem, e a indicação de antiagregação apenas com base em avaliação clínica conflita com a exigência de diferenciar previamente isquemia e hemorragia por imagem.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre urgência terapêutica e dispensa de neuroimagem: mesmo com janela curta e escala clínica positiva, a conduta imediata para distinguir subtipo e orientar o tratamento continua sendo a TC de crânio sem contraste.
Dica para questões semelhantes
  • Se a pergunta pedir a etapa diagnóstica imediata no AVC agudo para definir subtipo, a referência-padrão da base é TC de crânio sem contraste de urgência.
  • Não antecipe trombólise sem antes excluir hemorragia intracraniana por imagem.
  • Escalas clínicas e exames laboratoriais podem auxiliar a triagem, mas não substituem a neuroimagem na definição inicial do tratamento.
  • Se aparecer RM como resposta universal inicial, confronte com o critério da base: o método inicial mais utilizado e disponível é a TC de crânio.

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