Sobre o excerto "(se eu não te amasse não assumia todo o pa...
Ο texto seguinte servirá de base para responder à questão.
COMBO-FAMILIA
Com a recente transformação da estrutura familiar, hoje formada por madrastas, padrastos e meios-irmãos, e diante do rearranjo veloz dos relacionamentos ao longo da vida, ficou comum a expressão "arcar com o pacote".
Quando alguém casa com mulher ou homem com filhos de outros casamentos, logo fala aos amigos que terá que comprar o pacote inteiro.
Mesmo soando como uma manifestação de amor ("se eu não te amasse não assumia todo o pacote"), a frase tem um quê de pesar. É, na verdade, uma confissão de sacrifício
A declaração é infeliz pois sublinha o apesar, ressalta o desconto, enfatiza a restrição. O pacote é uma inevitabilidade forçada, aponta os malefícios do benefício.
As crianças são tratadas com uma conotação de contrariedade Não adianta elogiar a companhia cometendo uma crítica velada à paternidade ou à maternidade.
Não adianta homenagear o namoro e atacar os filhos, compreendidos como fardo e juros de antigos amores
É necessário entender que o filho não é opcional, não se abandona o laço, é parte irreversível do caráter do pai e da mãe.
Na hipótese do pai e da mãe desprezarem as crias em nome de uma relação recente serão também péssimos amantes e cuidadores.
O natural é não falar nada, deixar as coisas acontecerem, permitir que a amizade nasça da espontaneidade e se fortaleça com o decorrer do tempo.
Não hả como gostar de alguém por antecipação, mas tampouco é justo desgostar prematuramente; que a rejeição não seja herança de condicionamentos culturais e preconceitos sumários com quem já tem um passado.
Recorrer à ideia de combo é anunciar nitidamente que está levando algo que se quer com algo que não se quer.
A gravidez desejada não acontece uma única vez na vida, com os pais da criança, acontece sempre que se inicia uma nova família com os filhos já crescidos.
(CARPINEJAR, Fabrício. Amizade é também amor. Bertrand Brasil. p. 143/144)
Comentários
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Gabarito errado.
C) Inadequada.
A questão apresenta a forma “assumia” no trecho original. Embora “assumiria” seja uma construção possível e, em determinado contexto, mais compatível com a correlação entre “se” e o futuro do pretérito, não se pode simplesmente afirmar que ela seja “a adequada ao padrão gramatical” como substituição obrigatória. O pretérito imperfeito também pode ocorrer em construções condicionais, especialmente com valor hipotético.
A alternativa inadequada (incorreta) sobre o excerto é a A.
Justificativa:
Por que a Alternativa A está incorreta? Embora a primeira oração ("se eu não te amasse") seja de fato uma oração subordinada adverbial condicional, o deslocamento de uma oração inteira para o início da frase é classificado gramaticalmente como uma antecipação ou inversão da ordem das orações, e não como um "hipérbato estrutural". O hipérbato é uma figura de linguagem caracterizada pela separação abrupta e inversão violenta de termos que pertencem à mesma oração. Além disso, de acordo com o tamanho da oração intercalada ou anteposta, algumas vertentes gramaticais consideram a vírgula opcional se a oração for de curtíssima extensão.
Alternativa B está correta: O verbo "assumia" provém do verbo assumir e está devidamente flexionado no pretérito imperfeito do indicativo.
Alternativa C está correta: Na norma-padrão da língua portuguesa, a correlação verbal canônica para o pretérito imperfeito do subjuntivo (amasse) exige o futuro do pretérito do indicativo ("assumiria") na oração principal. O uso do imperfeito do indicativo (assumia) no lugar do futuro do pretérito é comum na linguagem coloquial, mas afasta-se do padrão gramatical formal.
Alternativa D está correta: O sujeito da segunda oração está elíptico (oculto), subentendido pelo contexto da primeira oração ("se eu não te amasse... [eu] não assumia..."). Portanto, a concordância em primeira pessoa do singular está correta.
Fonte: IA do Google
Nossa! Quanto gabarito errado...
A alternativa inadequada é a B.
- A — correta: “se eu não te amasse” é uma oração subordinada adverbial condicional anteposta, justificando a vírgula.
- B — incorreta: “assumia” está no pretérito imperfeito do indicativo, mas, nesse contexto condicional, a forma adequada é “assumiria”.
- C — correta: “assumiria” está no futuro do pretérito do indicativo e estabelece a relação condicional adequadamente.
- D — correta: “assumiria” concorda com o sujeito eu.
o sujeito de “assumia” está oculto/desinencial, e a forma verbal assumia pode corresponder tanto a:
- eu--OCULTO assumia
LETRA D, PARA CADA VERBO UM SUJEITO, O SUJEITO DE AMASSE FOI EU, LOGO ASSUMIA NAO PODERIA TER O MSM SUJEITO, ENTAO VIROU OCULTO/DESINENCIAL.
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