Segundo o Manual de Recomendações sobre a Tuberculose do Mi...
I. A forma pulmonar difere do adulto, pois costuma ser abacilífera, isto é, negativa ao exame bacteriológico, pelo reduzido número de bacilos nas lesões. II. Na suspeita de tuberculose deve-se procurar a tríade clássica: redução do apetite, perda de peso e tosse crônica. III. A ausculta pulmonar pode variar desde normal à presença de qualquer tipo de ruído adventício. IV. A febre, quando presente, é intermitente, geralmente não ultrapassa 38ºC, e ocorre ao final da tarde.
Das afirmações acima podemos considerar CORRETAS:
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Tema central: A questão aborda o diagnóstico da tuberculose na infância, explorando suas manifestações clínicas e achados característicos, segundo o Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde (2019). É fundamental reconhecer que, em pediatria, a apresentação clínica frequentemente difere daquela observada em adultos, assim como os métodos diagnósticos disponíveis apresentam limitações específicas.
Justificativa da alternativa correta (A):
I. Correta. Crianças costumam apresentar tuberculose pulmonar em formas paucibacilares (ou abacilíferas), dificultando a identificação do bacilo em exames diretos. Isso ocorre pelo menor número de bacilos presentes nas lesões, relacionado à fisiopatologia infantil, com menor formação de cavidades pulmonares.
II. Correta. Na criança, busca-se a tríade clássica: redução do apetite, perda ponderal e tosse persistente. Esses sintomas crônicos são mais importantes do que manifestações agudas, devendo sempre ser valorizados em um contexto de suspeita.
III. Correta. A avaliação da ausculta pode ser normal (especialmente nas fases iniciais) ou revelar ruídos adventícios (sibilos, estertores), a depender da localização e extensão das lesões. Devemos sempre lembrar que a ausência de alterações não exclui o diagnóstico.
IV. Incorreta. Apesar da febre vespertina ser clássica em adultos, em crianças o padrão é inespecífico: pode não apresentar febre, ou ela pode ocorrer em outros horários, não sendo um critério necessário ou exclusivo para diagnóstico. Portanto, a afirmação está inadequada.
Estratégia de prova: Atenção para "pegadinhas" que generalizam características de adultos para crianças! Na tuberculose infantil, a prova bacteriológica negativa não exclui diagnóstico e a febre pode não seguir padrões clássicos; valorize o conjunto clínico e epidemiológico, conforme as diretrizes (MS, 2019, p.60-62).
Análise das alternativas incorretas:
- B / D / E: Omissão da afirmação I (paucibacilaridade) deixa as alternativas incompletas para diagnóstico correto.
- C: Inclui a afirmação IV, que é incorreta, conforme detalhado acima.
Referência essencial: Segundo o MS (2019, p.61): “A tuberculose pulmonar na infância é paucibacilar e muitas vezes com exame bacteriológico negativo...”
E sobre sinais: “A tríade perda de peso, tosse persistente e inapetência deve sempre ser valorizada.”
Resumo: O diagnóstico de tuberculose pediátrica é predominantemente clínico-epidemiológico, devendo-se valorizar manifestações não específicas em conjunto com história de contato. Sempre confira as recomendações dos protocolos nacionais!
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