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Q1089084 Medicina
Um RN a termo de parto vaginal com peso de nascimento 3400 g, masculino, AIG, evolui logo após o nascimento com quadro de desconforto respiratório grave, necessitando de ventilação mecânica com intubação ainda em sala de parto. A mãe apresentava febre de 39°C, durante o trabalho de parto, com FC persistentemente acima de 100 bpm, útero doloroso e fisiometria, referindo perda de líquido amniótico já há 2 dias. No RX de tórax, após a intubação, observa-se um infiltrado granular fino e irregular, sugerindo o diagnóstico de pneumonia. Durante a gestação, essa mãe havia feito cultura de secreção vaginal, com o diagnóstico de colonização pelo estreptococo beta hemolítico do grupo B, no entanto, não recebeu profilaxia intraparto com antibióticos.
O fator de risco que NÃO está envolvido no desenvolvimento deste quadro clínico é:
Alternativas

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Gabarito Comentado:

Tema central: Esta questão aborda os fatores de risco para pneumonia neonatal, condição grave que pode se instalar nas primeiras horas de vida, especialmente na presença de infecção materna prévia e comprometimento perinatal. É fundamental reconhecer quais situações contribuem para o risco aumentado do recém-nascido desenvolver essa complicação.

Justificativa da alternativa correta (B): Parto vaginal não é, isoladamente, fator de risco para pneumonia neonatal. O que determina o risco são condições relacionadas à colonização materna, à integridade das membranas amnióticas e à presença de infecção intrauterina. As diretrizes brasileiras e internacionais (Ministério da Saúde, SBP, CDC) deixam claro que o tipo de parto por si só não implica maior risco para pneumonia, ao contrário do que ocorre com situações específicas do trabalho de parto ou infecção materna.

Destaques do caso clínico: O neonato apresentou quadro grave logo após o nascimento, em contexto de febre materna, útero doloroso, bolsa rota prolongada e colonização materna por GBS—fatores clássicos envolvidos na fisiopatologia da pneumonia neonatal de início precoce. O quadro no raio-X sustenta ainda mais esse raciocínio.

Análise das alternativas:

A) Corioamnionite: Presente no caso (febre, útero doloroso, taquicardia). É fator de risco documentado para sepse e pneumonia neonatal (vide Ministério da Saúde, 2014, vol.3, p. 86).

B) Parto vaginal: Correta. Por si só, não aumenta o risco. O risco independe da via de parto e relaciona-se aos fatores infecciosos descritos.

C) Bolsa rota maior que 18 horas: É rotura de membrana prolongada, altamente associada ao risco de infecção neonatal.

D) Sexo masculino: Estudos revelam maior incidência de infecções neonatais em meninos – justificado por imaturidade imunológica, documentada em literatura internacional (UpToDate, SBP).

E) Colonização por estreptococo beta hemolítico grupo B: Fator de risco clássico para sepse e pneumonia neonatal, especialmente sem profilaxia antibiótica intraparto.

Estratégia de prova: Atenção para pegadinhas como esta: não confunda associação indireta da via de parto com fatores realmente determinantes. Foque no que o enunciado descreve como relevante segundo os protocolos e evidências.

Resumo das fontes: “Atenção à Saúde do Recém-Nascido: Guia para os Profissionais de Saúde”, Ministério da Saúde, 2014. UpToDate. Sociedade Brasileira de Pediatria.

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Comentários

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A alternativa correta é a letra B - Parto vaginal. Isso porque o parto vaginal não é um fator de risco direto para o desenvolvimento de pneumonia em recém-nascidos. No entanto, a presença de febre, taquicardia, útero doloroso, fisiometria e perda de líquido amniótico por mais de 18 horas são fatores que sugerem corioamnionite, uma infecção intrauterina que pode afetar o estado de saúde do recém-nascido. Além disso, a colonização por estreptococo beta hemolítico do grupo B também é um fator de risco, pois pode levar à transmissão vertical e causar infecções neonatais. Portanto, é importante que a mãe receba profilaxia intraparto com antibióticos para prevenir a transmissão para o bebê. O sexo masculino também pode ser um fator de risco para algumas condições, mas não está diretamente relacionado ao desenvolvimento de pneumonia em recém-nascidos.

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