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Q1089082 Medicina
As crises de hipóxia são um problema particular durante os primeiros dois anos de vida dos pacientes com Tetralogia de Fallot, como também, a obstrução grave da via de saída do ventrículo direito. O lactente torna-se hiperpneico, agitado, com piora da cianose podendo levar a síncope e convulsões. Com relação ao tratamento das crises de hipóxia, podemos usar EXCETO:
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Comentário da Questão – Tetralogia de Fallot: Tratamento das Crises de Hipóxia

Tema central: O foco da questão é o tratamento imediato das crises hipercianóticas (crises de hipóxia) em lactentes com Tetralogia de Fallot, uma das mais comuns cardiopatias congênitas cianóticas, relevante em concursos e na prática clínica.

Justificativa da alternativa correta (E): Administração de digital (digoxina) NÃO é indicada nessas crises. O digital não atua sobre o mecanismo fisiopatológico das crises hipercianóticas. Pelo contrário, ao estimular a contratilidade cardíaca, pode aumentar o tônus adrenérgico, favorecer espasmo do infundíbulo pulmonar e piorar a obstrução pulmonar e a cianose. Segundo o Manual MSD para Profissionais de Saúde, “O uso de digital não é recomendado nas crises hipercianóticas”, pois não reduz o fluxo de shunt direita-esquerda nem alivia a crise.

Análise das alternativas incorretas:

A) Posição genupeitoral: fundamental, pois aumenta a resistência vascular sistêmica e reduz o shunt, melhorando a oxigenação.

B) Oxigenioterapia: sempre indicada. O oxigênio atua como vasodilatador pulmonar e reduz hipóxia.

C) Betabloqueadores (propranolol): indicados para diminuir espasmo do infundíbulo pulmonar, reduzindo a gravidade do evento.

D) Morfina: diminui o estímulo simpático, reduz irritabilidade e promove vasodilatação, sendo tratamento clássico das crises hipercianóticas.

Estratégia de prova:

O comando “EXCETO” exige cuidado. Em questões com abordagem de suporte avançado, foque no mecanismo fisiopatológico: intervenções que diminuam o shunt direita-esquerda e aliviem o espasmo infundibular são corretas. O uso de digital é uma pegadinha comum por ser frequente no tratamento de insuficiência cardíaca, mas não nas crises de Tetralogia de Fallot!

Diretriz e literatura: Manual MSD; Nelson Tratado de Pediatria (21ª ed.), Cap. 428; UpToDate (“Management of Tetralogy of Fallot in Children”).

Resumo: Digital não atua nas crises hipercianóticas da Tetralogia de Fallot e pode até piorar o quadro; não deve ser utilizado!

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A questão trata do tratamento das crises de hipóxia em lactentes com Tetralogia de Fallot. A alternativa correta é a letra E, que afirma que a administração de digital não é indicada para o tratamento dessas crises. Embora a digital seja útil para melhorar a função miocárdica em alguns casos, ela não é indicada para o tratamento de crises de hipóxia em lactentes com Tetralogia de Fallot, pois pode piorar a hipóxia e a cianose. As outras alternativas apresentadas são possíveis formas de tratar as crises, como a administração de oxigênio suplementar, o bloqueio beta adrenérgico com propranolol e a administração de morfina subcutânea ou endovenosa, além da posição genupeitoral.

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