De acordo com a conceituação apresentada pela doutrina para ...

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Q3506426 Administração Financeira e Orçamentária
De acordo com a conceituação apresentada pela doutrina para apresentar os diferentes tipos ou espécies de orçamento público, o denominado orçamento base zero pressupõe
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Alternativa correta: E - todas as despesas e investimentos devem ser justificados, sem considerar o que foi gasto no ano anterior.

Tema central: A questão aborda o conceito de orçamento base zero (OBZ), um dos principais métodos de elaboração orçamentária no setor público.

Resumo teórico:

O orçamento base zero é uma técnica que parte do princípio de que todo gasto precisa ser totalmente justificado a cada ciclo orçamentário, independentemente do que foi realizado ou aprovado anteriormente. Ou seja, o orçamento começa do “zero”, e nenhuma despesa é automaticamente renovada. Cada unidade gestora deve justificar os recursos que solicita, demonstrando a necessidade e o benefício de cada gasto.

Essa metodologia difere do orçamento incremental, que toma como referência o orçamento do ano anterior, apenas ajustando valores. O OBZ é conhecido por promover maior eficiência e controle sobre os gastos públicos, sendo citado em manuais como o Manual de Orçamento Público da STN e em obras como “Orçamento Público” (Giovanni Pacelli).

Justificativa da alternativa correta:

A alternativa E traz exatamente o conceito do orçamento base zero: “todas as despesas e investimentos devem ser justificados, sem considerar o que foi gasto no ano anterior”. Isso demonstra o rompimento com a lógica tradicional e o foco na racionalização dos recursos.

Análise das alternativas incorretas:

A: Errada. O OBZ não tem relação direta com subvenções econômicas ou renúncia fiscal, mas com a justificação das despesas.

B: Errada. A adesão às metas do Plano Plurianual (PPA) independe do tipo de orçamento. Todos os tipos de orçamento devem estar alinhados ao planejamento plurianual.

C: Errada. O compromisso com a eliminação de déficits não é uma característica exclusiva do orçamento base zero.

D: Errada. O OBZ é uma técnica altamente planejada; não representa ausência de planejamento, pelo contrário, aumenta a racionalidade no uso dos recursos.

Dicas de interpretação:

Fique atento a palavras-chave na questão, como “todas as despesas devem ser justificadas” e “sem considerar o que foi gasto anteriormente”. Em temas orçamentários, lembre-se de associar o OBZ à justificação total dos gastos e não à mera manutenção do histórico.

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No orçamento base zero, cada departamento ou unidade de negócios parte do zero a cada ciclo orçamentário. Isso significa que todas as despesas e investimentos devem ser justificados independentemente do que foi gasto no ano anterior.

GABARITO: E

O Orçamento Base Zero é uma técnica orçamentária que parte do zero a cada novo ciclo de planejamento.

Ou seja: nenhuma despesa é automaticamente aprovada com base no histórico anterior. Cada gasto precisa ser justificado do início, como se fosse a primeira vez que estivesse sendo proposto.

Orçamento Base Zero: “orientado para o planejamento, com reavaliações periódicas das ações orçamentárias, com despesas estruturadas em atividades ou operações e com a justificativa detalhada dos custos, propósito, benefícios.” (FGV)

Gabarito: letra E.

Tipo de planejamento aplicado na OBZ

Planejamento estratégico:

Define os objetivos e metas institucionais de médio e longo prazo.

Orienta a alocação de recursos com base em prioridades e resultados esperados.

Permite alinhar o orçamento às diretrizes do plano plurianual (PPA) e às políticas públicas.

Planejamento operacional:

Cada unidade gestora deve justificar suas atividades e despesas desde o zero.

As ações são organizadas em “pacotes de decisão”, que detalham custos, benefícios e alternativas.

Estimula a análise crítica de cada gasto, evitando a simples repetição de despesas anteriores.

Planejamento por prioridades:

Os pacotes de decisão são classificados por ordem de importância.

Apenas os mais relevantes são aprovados dentro do limite orçamentário disponível.

Isso garante que os recursos sejam direcionados às ações com maior impacto.

Benefícios:

Eliminação de gastos ineficientes ou redundantes

Maior transparência na alocação de recursos

Foco em resultados e desempenho institucional

Flexibilidade para adaptar o orçamento às mudanças de cenário

Desvantagens:

Alto custo operacional

Exige tempo, esforço e recursos humanos para justificar cada despesa do zero.

Pode demandar consultorias especializadas e sistemas de apoio para organizar os pacotes de decisão.

Complexidade na implementação

Requer capacitação técnica dos gestores e servidores públicos.

A estrutura burocrática tradicional pode resistir à mudança de cultura orçamentária.

Demora na elaboração

O processo de análise e priorização é mais demorado que o modelo incremental.

Pode comprometer prazos legais de envio do orçamento, como a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Dificuldade de mensurar benefícios

Nem todas as ações públicas têm resultados facilmente quantificáveis.

Programas sociais, culturais ou ambientais podem ser subestimados por não apresentarem retorno financeiro direto.

Risco de decisões políticas

A priorização dos pacotes pode ser influenciada por interesses políticos, prejudicando a objetividade técnica.

A falta de critérios claros pode gerar disputas entre áreas e órgãos.

Bons estudos

Pv 21:31

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