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Q1089057 Medicina
Recém-nascido, com 24 horas de vida, mãe apresentou na gestação exame de toxoplasmose com 12 semanas, IgG negativo e IgM positivo. Com 22 semanas, a nova sorologia deu IgG negativo e IgM positivo, e a avidez não pôde ser realizada. Desse momento em diante, não foram mais colhidos exames e o obstetra optou por não tratar toxoplasmose. Levando em consideração esses exames, qual a conduta adequada nesta criança?
Alternativas

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Tema central: A questão aborda a interpretação da sorologia para toxoplasmose na gestação e suas implicações na conduta neonatal, aspecto decisivo para o diagnóstico e o manejo adequado do recém-nascido potencialmente exposto à infecção congênita.

Justificativa da alternativa correta (A): Segundo a Diretriz Nacional para Conduta Clínica, Diagnóstico e Tratamento da Toxoplasmose na Gestação, a presença de IgM positivo e IgG negativo pode, frequentemente, indicar um falso-positivo de IgM. Quando o padrão se mantém (IgG negativo, IgM positivo) em exames repetidos após 2-3 semanas, classifica-se a gestante como susceptível, e não infectada. A conduta correta é recolher novos exames da mãe para confirmar essa suscetibilidade e, se persistir, adotar medidas preventivas.

Trecho da diretriz: “IgM (+) e IgG (−): Infecção muito recente (ainda sem IgG) ou IgM falso-positivo. Iniciar espiramicina imediatamente. Repetir sorologia em 2 a 3 semanas.”

Análise das alternativas incorretas:

B: Errada. Afirma que não é necessário investigar, baseando-se na ausência de sintomas no RN. Porém, o protocolo indica necessidade de sorologias repetidas para definir o real risco.

C: Errada. Propõe investigar o recém-nascido, porém não há evidência de infecção materna efetiva durante a gestação – o perfil sorológico configura mãe susceptível, não doente.

D: Errada. Sugere que IgM passe transplacentarmente, o que não ocorre. IgM é macromolécula e não atravessa a placenta; sua presença em RN significa infecção ativa.

E: Errada. Afasta o risco, mas negligencia a realização de novo exame para confirmar a suscetibilidade da mãe – conduta obrigatória nas diretrizes.

Estrategicamente, para questões desse tema, sempre atente para os detalhes das cinéticas sorológicas (IgM/IgG), recordando que perfil IgG–/IgM+, mantido por semanas, refere-se a suscetibilidade com IgM falso-positivo.

Referências clássicas: As principais diretrizes nacionais, UpToDate e Nelson’s Textbook of Pediatrics reforçam essas condutas na abordagem prática.

Resumo final: Em mães com IgM persistente e IgG negativo, repita a sorologia: se mantiver padrão, a mãe não teve toxoplasmose e o RN não necessita investigação específica; contudo, a mãe segue susceptível e deve ser orientada quanto à prevenção.

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Comentários

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A resposta correta para esta questão é a alternativa A. A gestante apresentou resultados positivos para IgM e negativos para IgG nos exames realizados na gestação, o que sugere uma infecção recente pelo Toxoplasma gondii. No entanto, o resultado do exame de IgG negativo na segunda sorologia não é conclusivo, pois não é possível avaliar a avidez da IgG naquele momento. Diante dessa situação, a conduta adequada seria realizar novos exames na mãe, a fim de confirmar ou descartar a infecção aguda. É importante investigar a infecção na mãe, pois a toxoplasmose pode ser transmitida ao feto durante a gestação e causar graves consequências. Portanto, é necessário realizar a coleta de exames da mãe neste momento.

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