Lactente, 1 ano, sexo feminino, é levada pela mãe à Unidade ...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q1089055 Medicina
Lactente, 1 ano, sexo feminino, é levada pela mãe à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), com quadro de vômitos e diarreia há 48h. Mãe refere vários episódios, e que a criança apresentava-se muito “molinha”. Ao exame físico, paciente encontra-se torporosa, olhos encovados, turgor de pele aumentado, mucosas secas, frequência cardíaca de 170 bpm, pulsos centrais cheios e periféricos filiformes, pele fria e moteada.
O provável diagnóstico e conduta são:
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Tema central: A questão aborda o diagnóstico e manejo de desidratação grave e choque hipovolêmico em crianças, conteúdo essencial em pediatria e neonatologia, principalmente em contextos emergenciais.

Justificativa para a alternativa correta (D):
A paciente apresenta sinais inequívocos de choque hipovolêmico: torpor, olhos encovados, mucosas secas, turgor de pele diminuído, taquicardia relevante (170 bpm), pulsos periféricos filiformes, pele fria e moteada. Estes são sinais cardinais de má perfusão e hipóxia tecidual por queda do volume circulante.

Segundo o Manual AIDPI Criança (Ministério da Saúde): “Plano C: tratar rapidamente a desidratação grave com líquidos por via intravenosa”.
Também conforme o MSD Manual, desidratação com alteração de estado mental, pulsos fracos, e extremidades frias/confusas exige reidratação IV imediata. O protocolo recomenda iniciar com infusão rápida (20 mL/kg de soro fisiológico ou Ringer lactato) e reavaliação após cada bolus.

Análise das alternativas incorretas:

A) e B) – Ambas classificam erroneamente a desidratação como leve. Desidratação leve apresenta apenas sede e mucosas discretamente secas, sem alterações de consciência, perfusão ou choque. Esses quadros são manejados com reposição oral, o que NÃO se aplica aqui.
C) – Cita desidratação moderada com plano C, o que é inadequado, pois desidratação moderada, sem sinais de choque, é tratada pelo plano B (terapia oral supervisionada). O uso de plano C sem critério pode aumentar risco de sobrecarga hídrica e complicações.
E) – Aponta choque séptico. Embora choque séptico e hipovolêmico partilhem sinais, no contexto agudo de diarreia e vômitos, o mais provável é hipovolemia. Não há evidência de processo infeccioso generalizado como febre ou foco infeccioso claro. O uso precoce de aminas vasoativas, como sugerido, não é indicado antes da expansão volêmica adequada.

Pontos-chave para a prova:
Fique atento: termos como “choque”, “torpor”, “pulsos filiformes”, “extremidades frias” e “moteadas” indicam desidratação grave/choque hipovolêmico e NUNCA devem ser tratados apenas com hidratação oral.
Em pediatria, alteração do estado mental e comprometimento hemodinâmico são determinantes para abordagem endovenosa imediata.

Resumindo: O manejo correto na situação descrita é o do choque hipovolêmico, seguindo o plano C do Ministério da Saúde: reposição volêmica endovenosa imeditata.

Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo

Comentários

Veja os comentários dos nossos alunos

A resposta correta é a alternativa D, que indica choque hipovolêmico e a necessidade de iniciar plano C com reposição volêmica endovenosa. A criança apresenta sinais de desidratação grave, como olhos encovados, mucosas secas, turgor de pele aumentado e pele fria e moteada. Além disso, a frequência cardíaca elevada e os pulsos centrais cheios e periféricos filiformes indicam que a criança está em choque hipovolêmico. Nesse caso, a reposição volêmica endovenosa é a conduta indicada para reverter o choque e melhorar o quadro clínico da paciente. É importante lembrar que a desidratação grave em lactentes pode levar rapidamente ao choque hipovolêmico e, portanto, deve ser tratada com urgência.

Clique para visualizar este comentário

Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo