Lactente, 1 ano, sexo feminino, é levada pela mãe à Unidade ...
O provável diagnóstico e conduta são:
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Tema central: A questão aborda o diagnóstico e manejo de desidratação grave e choque hipovolêmico em crianças, conteúdo essencial em pediatria e neonatologia, principalmente em contextos emergenciais.
Justificativa para a alternativa correta (D):
A paciente apresenta sinais inequívocos de choque hipovolêmico: torpor, olhos encovados, mucosas secas, turgor de pele diminuído, taquicardia relevante (170 bpm), pulsos periféricos filiformes, pele fria e moteada. Estes são sinais cardinais de má perfusão e hipóxia tecidual por queda do volume circulante.
Segundo o Manual AIDPI Criança (Ministério da Saúde): “Plano C: tratar rapidamente a desidratação grave com líquidos por via intravenosa”.
Também conforme o MSD Manual, desidratação com alteração de estado mental, pulsos fracos, e extremidades frias/confusas exige reidratação IV imediata. O protocolo recomenda iniciar com infusão rápida (20 mL/kg de soro fisiológico ou Ringer lactato) e reavaliação após cada bolus.
Análise das alternativas incorretas:
A) e B) – Ambas classificam erroneamente a desidratação como leve. Desidratação leve apresenta apenas sede e mucosas discretamente secas, sem alterações de consciência, perfusão ou choque. Esses quadros são manejados com reposição oral, o que NÃO se aplica aqui.
C) – Cita desidratação moderada com plano C, o que é inadequado, pois desidratação moderada, sem sinais de choque, é tratada pelo plano B (terapia oral supervisionada). O uso de plano C sem critério pode aumentar risco de sobrecarga hídrica e complicações.
E) – Aponta choque séptico. Embora choque séptico e hipovolêmico partilhem sinais, no contexto agudo de diarreia e vômitos, o mais provável é hipovolemia. Não há evidência de processo infeccioso generalizado como febre ou foco infeccioso claro. O uso precoce de aminas vasoativas, como sugerido, não é indicado antes da expansão volêmica adequada.
Pontos-chave para a prova:
Fique atento: termos como “choque”, “torpor”, “pulsos filiformes”, “extremidades frias” e “moteadas” indicam desidratação grave/choque hipovolêmico e NUNCA devem ser tratados apenas com hidratação oral.
Em pediatria, alteração do estado mental e comprometimento hemodinâmico são determinantes para abordagem endovenosa imediata.
Resumindo: O manejo correto na situação descrita é o do choque hipovolêmico, seguindo o plano C do Ministério da Saúde: reposição volêmica endovenosa imeditata.
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