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Acerca do tratamento da emergência hipertensiva em pediatria...

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Q1089051 Medicina
Acerca do tratamento da emergência hipertensiva em pediatria, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Na emergência hipertensiva pediátrica, a PA deve ser reduzida de forma gradual, com queda inicial aproximada de 25% nas primeiras horas, para evitar hipoperfusão de órgãos-alvo; isso torna correta a alternativa que aponta essa meta e afasta as opções de redução excessiva, normalização precoce, via oral preferencial e contraindicação absoluta do nitroprussiato.

Tema central: Redução pressórica na emergência hipertensiva pediátrica
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque reduzir 50% da pressão arterial nas primeiras 8 horas representa queda excessiva para emergência hipertensiva pediátrica. O problema médico não é apenas o número, mas o risco de hipoperfusão cerebral, renal e miocárdica decorrente de redução abrupta em paciente com autorregulação adaptada a níveis pressóricos elevados.
B
Errada
Está errada porque propõe atingir pressão em percentil normal para sexo e idade nas primeiras 12 horas, ou seja, normalização precoce demais. Na emergência hipertensiva pediátrica, a meta inicial não é normalizar imediatamente, e sim reduzir parcialmente cerca de 25%, deixando a normalização para evolução gradual em 24 a 48 horas.
C
Certa
A alternativa C traduz a conduta clássica da emergência hipertensiva em pediatria: reduzir aproximadamente 25% da pressão arterial nas primeiras horas, aqui expressas como 8 horas, com normalização progressiva nas 24 a 48 horas seguintes. Esse é o ponto técnico correto porque evita queda abrupta da perfusão em órgãos-alvo e respeita o princípio de controle gradual da pressão.
D
Errada
Está errada porque, na emergência hipertensiva, a via preferencial não é a oral. O cenário exige fármacos intravenosos tituláveis, com controle mais previsível e ajustável da pressão arterial. Preferir via oral confundiria emergência hipertensiva com situações sem necessidade de controle imediato e fino da PA.
E
Errada
Está errada porque o nitroprussiato de sódio não é absolutamente contraindicado em pediatria. A base sustenta que ele pode causar toxicidade por cianeto/tiocianato, especialmente em infusões prolongadas, altas doses ou disfunção renal/hepática, mas isso impõe cautela e monitorização, não proibição universal da droga.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre tratar rapidamente e reduzir agressivamente: na emergência hipertensiva pediátrica, a pressão deve cair de forma controlada, não ser normalizada nas primeiras horas; também tenta confundir emergência com urgência ao sugerir via oral como preferência.
Dica para questões semelhantes
  • Em emergência hipertensiva pediátrica, procure a alternativa que proponha redução inicial de cerca de 25% da PA, não normalização imediata.
  • Se a questão falar em lesão aguda de órgão-alvo ou risco iminente, pense em controle intravenoso titulável, e não via oral preferencial.
  • Diferencie risco toxicológico de contraindicação absoluta: no nitroprussiato, toxicidade possível não significa uso proibido em toda criança.

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Comentários

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A resposta correta é a alternativa C - Redução de 25% da PA nas primeiras 8h. A emergência hipertensiva pediátrica é definida como uma elevação acentuada e abrupta da pressão arterial que pode ser acompanhada de comprometimento de órgãos, como o coração, o cérebro e os rins. O tratamento deve ser iniciado imediatamente com o objetivo de reduzir a pressão arterial de forma controlada, sem causar danos aos órgãos. A redução de 50% da PA nas primeiras 8 horas (alternativa A) pode ser muito agressiva e causar complicações. Alcançar o percentil normal para sexo e idade nas primeiras 12 horas (alternativa B) pode ser difícil e pouco prático. Anti-hipertensivos por via oral (alternativa D) podem demorar muito para fazer efeito, e o nitroprussiato de sódio (alternativa E) pode ser tóxico em pacientes pediátricos. A redução de 25% da PA nas primeiras 8 horas é considerada um objetivo seguro e eficaz para o tratamento da emergência hipertensiva pediátrica.

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