Acerca do fragmento da música apresentado, analise as afirm...

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Q2449113 Português
INSTRUÇÃO: Leia o fragmento de uma música a seguir para responder à questão.

Se for pra crer no terreno

Só no que nóis tá vendo memo

Resumo do plano é baixo, pequeno

Mundano, sujo, inferno e veneno

Frio, inverno e sereno

Repressão e regressão

É um luxo ter calma, a vida escalda

Tento ler almas pra além de pressão

[...]

Cale o cansaço, refaça o laço

Ofereça um abraço quente

A música é só uma semente

Um sorriso ainda é a única língua que todos entende

EMICIDA. Principia. Disponível em: https://www.letras.mus.br/
emicida/principia-part-fabiana-cozza-pastoras-do-rosario-e-pastor-
henrique-vieira/. Acesso em: 10 jan. 2024. [Fragmento]

Acerca do fragmento da música apresentado, analise as afirmativas a seguir.


I.   O verso “Só no que nóis tá vendo memo” revela o uso da variação linguística social.


II.  Os versos se pautam na variação situacional da língua, com predomínio da formalidade.


III. A variação regional predomina pela menção de aspectos relacionados à origem do eu lírico.


Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)

Alternativas

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Gabarito: A) I, apenas.

Tema central: Interpretação de texto – Variação linguística.

A questão testa seu entendimento sobre variação linguística, conceito fundamental da Sociolinguística. É esperado que o candidato reconheça, no uso real da língua, diferenças motivadas por fatores sociais, situacionais ou regionais, conforme previsto em gramáticas de referência e em orientações oficiais, como o Manual de Redação da Presidência da República.

Justificativa da alternativa correta:

A frase “Só no que nóis tá vendo memo” apresenta marcas claras de variação social: “nóis” no lugar de “nós”, “tá” no lugar de “está”, e “memo” substituindo “mesmo”. Essas formas são comuns em registros informais e refletem, conforme ensinam Marcos Bagno e Celso Cunha & Lindley Cintra, o modo de falar de certos grupos sociais, marcando identidade e pertencimento. Portanto, a afirmativa I está correta.

Análise das alternativas incorretas:

II. “Predomínio da formalidade”: Incorreta. O trecho mostra uma linguagem cotidiana e coloquial, não formal. A variação situacional, nesse contexto, é marcada pela informalidade, oposta ao afirmado.

III. “Predominância da variação regional”: Incorreta. A questão não traz marcas regionais específicas. Expressões como “nóis”, “memo”, “tá” ocorrem amplamente no Brasil, não restringindo-se a uma região. Segundo Bagno e Faraco, isso caracteriza mais variação social do que regional.

Estratégias para provas:

Sempre observe o contexto: palavras como “nóis” e “memo” são fortes indícios de variação social, ligada a nível de escolaridade, classe ou grupo. Não confunda essas marcas com regionalismos (termos ou construções restritas a determinada área geográfica).

Outra dica: toda vez que a alternativa falar em “formalidade”, procure sinais claros de linguagem formal (ausência de gírias, normas padrão seguidas). No caso apresentado, prevalece o registro informal.

Resumo da regra:
Variação linguística social ocorre quando o uso da língua reflete traços de grupos sociais; variação situacional relaciona-se ao contexto formal/informal; variação regional depende de elementos típicos de regiões específicas (Bechara, Cunha & Cintra).

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Comentários

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I.  O verso “Só no que nóis tá vendo memo” revela o uso da variação linguística social.

II. Os versos se pautam na variação situacional da língua, com predomínio da formalidade. INFORMALIDADE

III. A variação regional predomina pela menção de aspectos relacionados à origem do eu lírico. Extrapolação, embora o EMICIDA seja um artista conhecido por ter vindo de uma comunidade carente, na música em questão, não dá pra saber de onde ele veio. Pelo menos assim eu a interpretei, por isso acredito que, este item, seja uma extrapolação.

GAB A

Prefeitura de MOC, vamos lá!

A terceira alternativa me parece não está de acordo, pelo fato de que não é só regionalismo, todos os lugares falam assim, estão mais ligados às questões de cultura/tipos sociais e não de região, apenas.

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