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Q781080 Medicina

Com relação às doenças que causam degenerações do sistema nervoso central, julgue o próximo item.

Pacientes que são acometidos por doença de Parkinson e apresentam má resposta terapêutica aos efeitos da levodopa deverão ter boa resposta ao tratamento cirúrgico com a estimulação cerebral profunda.

Alternativas

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O tema central desta questão é o tratamento da Doença de Parkinson, especificamente a resposta à levodopa e a indicação de estimulação cerebral profunda (ECP).

A Doença de Parkinson é uma condição neurodegenerativa caracterizada por sintomas como tremor, rigidez muscular e bradicinesia. O tratamento primário envolve o uso de levodopa, que é eficaz em muitos casos para melhorar a função motora.

Agora, vamos justificar a alternativa correta:

Alternativa: E - errado

A afirmação sugere que pacientes com má resposta à levodopa terão boa resposta à ECP. No entanto, isso não é verdade. A ECP é indicada principalmente para pacientes com doença de Parkinson que têm uma resposta inicial boa à levodopa, mas que desenvolvem complicações motoras, como flutuações e discinesias. Esses pacientes geralmente se beneficiam mais do procedimento. Se um paciente não responde bem à levodopa desde o início, a ECP não é indicada, pois a resposta à levodopa é um preditor da eficácia da estimulação cerebral profunda.

De acordo com as diretrizes de tratamento, a ECP é considerada quando a levodopa ainda apresenta benefícios, mas com efeitos colaterais ou flutuações motoras que são difíceis de manejar. Assim, a má resposta à levodopa sugere que outros problemas podem estar presentes, e a ECP pode não ser eficaz.

Agora, vamos analisar as razões pelas quais a alternativa "C - certo" seria incorreta:

Optar por ECP em pacientes com má resposta à levodopa pode resultar em desfechos insatisfatórios, pois a eficácia da ECP depende de uma boa resposta prévia à levodopa. Portanto, a indicação não se baseia apenas na falha da levodopa, mas sim em uma boa resposta seguida por complicações motoras.

Em resumo, a alternativa correta é Errado, pois a má resposta à levodopa não prediz uma boa resposta à ECP. É importante seguir as diretrizes médicas que recomendam a ECP apenas quando a levodopa ainda oferece benefícios, mesmo que limitados por complicações motoras.

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Comentários

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A afirmativa está incorreta. A doença de Parkinson é uma das doenças que causam degenerações do sistema nervoso central e é tratada principalmente com a levodopa, que é um medicamento utilizado para repor a dopamina, neurotransmissor que é afetado pela doença. Entretanto, uma parcela dos pacientes pode apresentar má resposta terapêutica aos efeitos da levodopa. Nesses casos, a estimulação cerebral profunda (ECP) pode ser uma opção de tratamento, mas não é garantia de boa resposta. A ECP é um procedimento cirúrgico que consiste na implantação de eletrodos no cérebro que estimulam determinadas áreas e ajudam a controlar os sintomas da doença. É importante lembrar que a escolha do tratamento deve ser feita pelo médico, após avaliação do paciente e de suas condições clínicas.

ERRADO

Justificativa:

Embora a estimulação cerebral profunda (ECP) seja um tratamento eficaz para muitos pacientes com doença de Parkinson que não respondem bem à levodopa, não é uma garantia de sucesso para todos.

Por que a afirmação não é totalmente precisa?

  • Resposta individual: A resposta à ECP é altamente individual e pode variar de paciente para paciente, mesmo aqueles com características clínicas semelhantes.
  • Outros fatores: Além da resposta à levodopa, outros fatores podem influenciar o sucesso da ECP, como a duração da doença, a idade do paciente, a presença de complicações e a escolha do alvo cirúrgico.
  • Limitações da ECP: A ECP não cura a doença de Parkinson e pode não aliviar todos os sintomas. Alguns pacientes podem continuar a apresentar flutuações motoras, disquinesias e outros problemas, mesmo após a cirurgia.

Quando a ECP é indicada?

A ECP é geralmente considerada para pacientes com doença de Parkinson que:

  • Apresentam flutuações motoras significativas (desligamentos) e/ou disquinesias refratárias ao tratamento medicamentoso.
  • Não respondem adequadamente à levodopa ou apresentam efeitos colaterais intoleráveis.
  • Têm boa capacidade cognitiva e são capazes de entender os riscos e benefícios da cirurgia.

Em resumo:

A ECP é uma opção terapêutica importante para pacientes com doença de Parkinson, mas não é uma solução universal. A decisão de realizar a cirurgia deve ser individualizada e tomada em conjunto com o neurocirurgião e o neurologista, após uma avaliação cuidadosa dos benefícios e riscos potenciais.

Outros fatores a considerar:

  • Efeitos colaterais: A ECP pode causar efeitos colaterais, como sangramento, infecção, dificuldade de fala e alterações sensoriais.
  • Manutenção: A ECP requer ajustes periódicos e acompanhamento médico regular.
  • Alternativas: Existem outras opções terapêuticas para a doença de Parkinson, como a terapia com células tronco e a neuromodulação não invasiva.

Conclusão:

A afirmação de que todos os pacientes com doença de Parkinson e má resposta à levodopa terão boa resposta à ECP é uma generalização excessiva. A ECP é uma ferramenta poderosa, mas seu sucesso depende de diversos fatores e deve ser avaliada individualmente para cada paciente.

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