Leia o fragmento a seguir. Um juiz de São Paulo, diante da a...
Um juiz de São Paulo, diante da atual discussão sobre drogas, lembra que a quantidade de drogas em poder do cidadão não prova coisa alguma: apenas cria para o traficante a necessidade de ter estoques do produto escondidos e só levar consigo pequenas quantidades de cada vez. Muito simples.
Sobre os constituintes desse segmento, assinale a afirmativa correta.
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Gabarito comentado
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Tema central: A questão avalia o conhecimento sobre morfologia, especialmente o uso semântico do pronome indefinido “alguma” em contexto negativo, e exige atenção à interpretação textual e à aplicação da norma-padrão.
Justificativa da alternativa correta (B):
O termo “alguma”, destacado na frase “...não prova coisa alguma”, é um pronome indefinido posposto ao substantivo “coisa” e está inserido em uma oração negativa (“não prova”). De acordo com Bechara e Cunha & Cintra, quando “algum/alguma” aparece depois do substantivo e em contexto negativo, adquire sentido equivalente a “nenhum”. Logo, “não prova coisa alguma” = “não prova coisa nenhuma”.
Assim, B está correta.
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta. O fato de o juiz não ser nomeado especificamente não retira autoridade do argumento apresentado. O texto utiliza a figura de “um juiz de São Paulo” para atribuir legitimidade à posição, já que o cargo por si só já confere autoridade ao discurso, conforme as estratégias de ethos argumentativo.
C) Incorreta. “De São Paulo” é adjunto adnominal restritivo, especificando de qual juiz se fala. Não tem natureza de aposto, que é explicativo e separado por vírgulas. Segundo a norma-padrão, restrições não se isolam por vírgulas.
D) Incorreta. Embora nas três ocorrências a preposição “de” seja regida por diferentes termos, generalizar como emprego obrigatório em todas (sem analisar as regências na frase) é impreciso. Por exemplo, em “diante da atual discussão”, “diante de” é locução prepositiva, mas “de São Paulo” funciona como adjunto adnominal, e “estoques do produto” também pode variar conforme o contexto sintático.
Orientação de prova: Sempre que encontrar pronomes indefinidos após o substantivo e acompanhados de negação, lembre-se do valor negativo (“nenhum”), ponto destacado por gramáticos como Bechara e Cunha & Cintra e frequente em provas de concursos.
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Comentários
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A - traz autoridade.
B - pode ser trocado por "nenhuma".
C - adjunto adverbial.
D - não é obrigatório na primeira ocorrência.
Gabarito: letra B.
A preposição "de" aparece seis vezes, FGV.
mas essa A, gostaria de saber...
por que a primeira preposição DE não é obrigatória?
se eu não estiver errado, o erro da D, está em falar que nas 3 preposições do uso ''de'' é emprego obrigatório, em função de ser solicitada por algum termo anterior, porém na ultima ''de cada vez.'' ela é utilizada de forma pelo termo posterior por ser um objeto indireto do verbo ''levar''.
corrija-me caso esteja errado! grato
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