Paciente, 70 anos, em vigésimo dia pós-infarto miocárdico t...
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Tema central: Esta questão avalia o conhecimento do candidato sobre complicações tardias do infarto agudo do miocárdio (IAM), especialmente as síndromes pericárdicas autoimunes subsequentes a lesão miocárdica.
Justificativa para a alternativa correta (A – Síndrome de Dressler):
A Síndrome de Dressler é uma forma de pericardite pós-infarto, surgindo geralmente entre duas a doze semanas após o IAM. Seu mecanismo é autoimune, resultando em inflamação da pleura e pericárdio por reação imunológica a antígenos cardíacos liberados na necrose miocárdica. Os sintomas clássicos incluem dor torácica pleurítica, febre e sinais de inflamação sistêmica; o infiltrado pulmonar pode ser causado pelo derrame pleural secundário, geralmente hemorrágico. O eletrocardiograma mostra, tipicamente, inversão difusa de onda T, reforçando o diagnóstico.
Protocolo oficial: Conforme o Protocolo Clínico de Síndrome Coronariana Aguda (Seção: Pericardite pós-infarto), “forma tardia (síndrome de Dressler) ocorre de 2 a 12 semanas após o evento agudo, mecanismo fisiopatológico autoimune, acompanha-se de dor pleurítica e febre. Derrame pleural, tipicamente hemorrágico, pode ocorrer.”
Análise das alternativas incorretas:
B) Tromboembolismo pulmonar: Embora o infiltrado pulmonar e dor torácica possam confundir, o histórico temporal (20º dia pós-IAM) e o ECG com inversão T difusa são mais compatíveis com pericardite. Na embolia pulmonar, geralmente há taquicardia sinusal e padrão S1Q3T3; febre não é proeminente.
C) Reinfarto: O reinfarto ocorreria, em geral, com dor torácica típica, elevação de biomarcadores e alterações de ST localizadas no ECG, não inversão difusa de T; febre e infiltrado pulmonar não são achados típicos.
D) Comunicação interventricular: Essa complicação mecânica costuma se manifestar precocemente e cursa com insuficiência cardíaca aguda, sopro novo, congestão pulmonar; não está relacionada a febre ou dor pleurítica.
E) Ruptura de cordoália mitral: Apresenta sopro sistólico e edema agudo pulmonar pela insuficiência mitral aguda, geralmente nas primeiras 2 semanas; febre e infiltrado sugestivo de pericardite não se observam.
Estratégias de prova: Atente-se à cronologia pós-IAM, à associação febre + dor pleurítica + infiltrado pulmonar e ao ECG com alterações difusas. São pistas-chave. Pegadinhas comuns envolvem confundir com reinfarto ou embolia, mas o quadro sistêmico e o tempo fazem a diferença.
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