Paciente, 58 anos, é atendido com quadro de cefaleia import...

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Q691152 Medicina
Paciente, 58 anos, é atendido com quadro de cefaleia importante, associada à alterações visuais e alteração do nível de consciência. PA:240/140 FC:80. Qual medicação NÃO é recomendada para abordagem inicial dessa condição?
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O tema central desta questão é a abordagem inicial de uma emergência hipertensiva, caracterizada por uma pressão arterial extremamente elevada (PA: 240/140) associada a sintomas de comprometimento agudo de órgão-alvo, como cefaleia, alterações visuais e estado mental alterado. A situação descrita no enunciado indica uma emergência hipertensiva, que exige redução imediata da pressão arterial para prevenir danos significativos.

Vamos analisar as alternativas:

  • A - Furosemida: A furosemida é um diurético de alça que pode ser utilizado para reduzir o volume intravascular, mas não é a primeira escolha para emergências hipertensivas devido à sua ação mais lenta na redução da pressão arterial. No entanto, ela pode ser coadjuvante em casos específicos.
  • B - Metoprolol: Este é um beta-bloqueador que pode ser utilizado na hipertensão, mas sua ação é mais lenta e menos eficaz em emergências hipertensivas. Pode ser usado como parte de um tratamento combinado, mas não sozinho para esse quadro agudo.
  • C - Nitroprussiato de sódio: Este medicamento é um vasodilatador de ação rápida, frequentemente utilizado em emergências hipertensivas. Ele é eficaz na redução imediata da pressão arterial e é uma escolha adequada para a situação apresentada.
  • D - Nifedipino: Tradicionalmente, o nifedipino de ação rápida foi usado em crises hipertensivas, mas atualmente é contraindicado devido ao risco de uma redução muito rápida da pressão arterial, o que pode causar isquemia cerebral ou coronariana. Esta é a alternativa correta para a pergunta, pois não é recomendada para a abordagem inicial de uma emergência hipertensiva.
  • E - Hidralazina: Este é um vasodilatador que pode ser utilizado em algumas situações de emergência hipertensiva, mas com cautela, pois seu efeito pode ser imprevisível. Não é a primeira escolha, mas pode ser usado em alguns protocolos.

O manejo das emergências hipertensivas deve seguir diretrizes médicas atualizadas, como as da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e referências como o Harrison’s Principles of Internal Medicine, que recomendam o uso de drogas intravenosas de ação rápida e titulação cuidadosa para a redução controlada da pressão arterial.

Estratégia para evitar erros: Em provas, preste atenção em medicamentos que foram historicamente usados, mas que agora são desaprovados em diretrizes modernas, como o nifedipino de ação rápida para emergências hipertensivas.

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Essa questão trata de um paciente com um quadro de cefaleia importante, alterações visuais e alteração do nível de consciência, juntamente com uma pressão arterial elevada e frequência cardíaca normal. O diagnóstico provável é uma emergência hipertensiva, que pode levar a complicações graves, como acidente vascular cerebral ou hemorragia intracraniana. A abordagem inicial consiste em reduzir rapidamente a pressão arterial para evitar essas complicações. A opção correta é a alternativa D - Nifedipino - porque as outras opções (A - Furosemida, B - Metoprolol, C - Nitroprussiato de sódio e E - Hidralazina) são medicações indicadas para essa abordagem inicial em emergências hipertensivas. O Nifedipino não é recomendado como medicação inicial porque pode causar uma queda excessiva da pressão arterial.

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