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No capítulo "A fabricação (divina) do rei", em História Mod...

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Q4154536 História
No capítulo "A fabricação (divina) do rei", em História Moderna, Paulo Miceli analisa a "fabricação" da imagem pública de Luís XIV, o Rei Sol. O autor demonstra como a monarquia francesa utilizou um vasto aparato de propaganda — envolvendo artistas, poetas e cerimonialistas — para construir uma figura “sublime e sobre-humana" do monarca, promovendo o que o texto classifica como uma "sacralização da política". Com base nessa leitura, assinale a opção INCORRETA sobre os mecanismos e o alcance dessa representação do poder real. 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O critério decisivo é a extrapolação por generalização absoluta. O enunciado informa que a monarquia francesa utilizou um vasto aparato de propaganda — envolvendo artistas, poetas e cerimonialistas — para construir uma figura “sublime e sobre-humana” do monarca, promovendo uma “sacralização da política”. Isso sustenta a construção simbólica da imagem régia, mas não autoriza afirmar eficácia “absoluta e totalitária”, silenciamento “completo” da oposição ou eliminação de “qualquer” crítica; por isso, a alternativa D é a incorreta.

Tema central: alcance da propaganda régia
Análise das alternativas
A
Errada
A alternativa não pode ser assinalada como incorreta porque permanece coerente com a lógica textual da sacralização do monarca. Estender a reverência aos objetos e símbolos ligados ao rei é compatível com a construção de uma figura “sublime e sobre-humana”. O aspecto aparentemente excessivo da etiqueta não a invalida; ao contrário, reforça o mecanismo de representação do poder descrito no enunciado.
B
Errada
A alternativa também se alinha ao eixo da fabricação da imagem régia. O enunciado destaca um aparato de propaganda voltado à construção pública do rei; daí decorre a coerência de códigos rigorosos de postura corporal e de controle da representação oficial para produzir efeito de força e vitalidade. Não há choque semântico com a síntese fornecida.
C
Errada
Base insuficiente para justificar esta alternativa sem extrapolação.
D
Certa
A alternativa D é a incorreta porque transforma a fabricação simbólica da imagem do rei em controle total e incontestado da vida pública. A síntese apresentada no enunciado trata dos mecanismos de representação do poder real e de seu alcance simbólico-ideológico, expresso na “sacralização da política”. Isso não equivale a provar que a propaganda foi absoluta, que a oposição foi completamente silenciada ou que desapareceu toda forma de sátira e crítica durante todo o reinado. O erro está nos marcadores de totalidade da própria alternativa.
E
Errada
A alternativa é compatível com a ideia de fabricação material e simbólica da figura do monarca. Ao relacionar profissionais da corte, aparência física e fusão entre a pessoa do rei e o Estado, ela permanece dentro da noção de encenação do poder e de “sacralização da política” indicada no enunciado. Não há, aqui, deformação do alcance do texto como ocorre em D.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre propaganda intensa e controle absoluto da realidade política: o candidato lê um aparato grandioso de fabricação da imagem régia e aceita como verdadeiro um resultado de domínio total, quando o texto só sustenta construção simbólica do poder, não supressão integral do dissenso.
Dica para questões semelhantes
  • Em interpretação, desconfie de palavras de totalidade como “absoluta”, “completamente”, “qualquer” e “todo” quando o texto apenas descreve mecanismos ou tendências.
  • Separe meio e resultado: o texto pode comprovar aparato de propaganda sem comprovar unanimidade social.
  • Quando o comando mencionar “alcance” da representação, verifique se a alternativa amplia esse alcance além do que foi explicitado na síntese textual.

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