Com relação às melhores práticas na abordagem do taba...
Gabarito comentado
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Gabarito comentado – Abordagem do Tabagismo em Pacientes Hospitalizados
Tema central: Esta questão aborda a abordagem integral do tabagismo no contexto hospitalar. O foco está em reconhecer o potencial de sucesso da intervenção durante a internação, identificando o perfil receptivo do paciente e embasando a conduta nas melhores práticas e diretrizes nacionais e internacionais.
Justificativa da alternativa correta (E):
A alternativa E está correta, pois tabagistas hospitalizados geralmente são mais suscetíveis às mensagens de sensibilização contra o tabaco. Esse fenômeno se explica porque a internação frequentemente ocorre devido a agravos de saúde (como infarto, DPOC, AVC, entre outros) associados ao tabagismo. Assim, o paciente vivencia um momento de vulnerabilidade e reflexão, o que aumenta a abertura para escutar orientações e aceitar estratégias para a cessação.
Segundo o PCDT do Tabagismo do Ministério da Saúde (Seção III): “Todas as pessoas em tratamento para cessação do tabagismo devem receber aconselhamento terapêutico estruturado, mediante, preferencialmente, abordagem intensiva.”
A OMS também destaca: “Intervenções comportamentais, incluindo aconselhamento breve por profissionais (30 segundos a 3 minutos), devem ser oferecidas rotineiramente em ambientes de saúde.” O impacto é maior nos pacientes hospitalizados porque associam seu estado atual aos riscos do tabaco.
Estudos publicados (Rev. Medicina, J Bras Pneumol) também comprovam que abordagens hospitalares bem conduzidas aumentam adesão e taxas de abandono do tabaco.
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta: Não há diferença fundamental entre as abordagens hospitalar e ambulatorial quanto aos princípios terapêuticos; ambas focam em aconselhamento e suporte farmacológico, adaptando-se apenas à situação clínica do paciente. Protocolos e diretrizes orientam condutas semelhantes.
B) Parcialmente incorreta: O uso combinado de aconselhamento e adesivo de nicotina pode ser eficaz, porém não há evidência de que limitar o uso ao pós-alta seja superior à intervenção iniciada durante a internação. O ideal é começar o tratamento já no hospital e manter acompanhamento.
C) Errada: Evidências apontam que seguimento telefônico após alta eleva as taxas de cessação. O suporte do profissional de saúde no pós-alta é fundamental segundo as diretrizes.
D) Incorreta: Embora a intervenção breve seja benéfica, intervenção de apenas 3 minutos, isoladamente, tem impacto limitado; sucesso aumenta com abordagens mais intensivas e seguimento pós-alta.
Dica para provas: Atenção a termos como “geralmente”, “mais susceptível” e afirmações que evidenciem oportunidade de mudança de comportamento em períodos críticos, como hospitalização.
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