No capítulo III da obra “Atlântico: a história de um oceano”...
Com base na leitura de tal texto, analise as opções abaixo sobre as estratégias diplomáticas e náuticas que nortearam as Grandes Navegações ibéricas, especificamente quanto ao projeto de Cristóvão Colombo e ao Tratado de Tordesilhas, e assinale a correta.
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Gabarito comentado
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Gabarito: C
Fundamento decisivo: O critério central é o recorte do texto-base, que destaca “as estratégias diplomáticas e náuticas adotadas pelas coroas ibéricas” e a “nova divisão do globo entre espanhóis e portugueses”, com “controle de grande parte do Atlântico Sul” atribuído a Portugal. Assim, a alternativa correta deve preservar esse eixo duplo — diplomático e náutico — sem cair em passividade, exclusividade causal ou desvio geoestratégico.
- Fixe primeiro o eixo do texto-base: aqui, estratégias diplomáticas e náuticas das coroas ibéricas.
- Desconfie de alternativas com causas únicas ou aceitação sem conflito quando o texto indicar disputa e negociação.
- Confira se o espaço estratégico da alternativa coincide com o do texto; aqui, o ponto central é o Atlântico Sul, não Canárias nem Atlântico Norte.
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Opção C (Correta): D. João II recusou o projeto de Cristóvão Colombo em 1484 após ouvir a Junta de Matemáticos (cientistas e peritos da época), que desacreditou os cálculos de Colombo. O navegador italiano calculava que a circunferência da Terra era menor do que realmente é e superestimava a extensão da Ásia, o que faria a viagem pelo Ocidente ser inviável. Já nas negociações do Tratado de Tordesilhas (1494), a exigência portuguesa de mover o meridiano de 100 para 370 léguas a oeste do arquipélago de Cabo Verde visava garantir o domínio marítimo necessário para a manobra da Volta do Mar (ou Volta do Mar Largo) no Atlântico Sul, na qual os navios contornavam as correntes e ventos contrários afastando-se em direção ao largo para depois alcançar o Cabo da Boa Esperança e o Oceano Índico.
A (Incorreta): A rejeição do projeto foi fundamentada na análise da junta de sábios portugueses, e não na "crise financeira por guerras contra os mouros no norte da África" ou na impossibilidade de investir.
B (Incorreta): Portugal não aceitou passivamente a bula Inter Caetera (1493) do Papa Alexandre VI. Pelo contrário, D. João II contestou a linha de 100 léguas imposta pela bula e forçou a negociação direta com a Espanha para assinar Tordesilhas. Além disso, o Tratado de Alcáçovas (1479) já havia pacificado a questão das Canárias.
D (Incorreta): A estratégia portuguesa priorizou o contorno do continente africano (Périplo Africano) para atingir o Oceano Índico, e não a busca por uma Passagem do Noroeste no Atlântico Norte.
E (Incorreta): A Volta da Mina ou Volta do Mar exigia justamente o afastamento da costa para navegar em alto-mar e aproveitar o regime de ventos do Atlântico, razão pela qual a posse e navegação livre no alto-mar do Atlântico Sul eram vitais para Portugal.
#PMBA
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