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Q4154522 História
No capítulo “Anos de Confiança”, de sua obra Brasil: de Getúlio a Castelo, Thomas Skidmore analisa as tensões econômicas que marcaram a segunda metade do governo Kubitschek, especificamente o conflito entre as metas desenvolvimentistas e a necessidade de estabilização monetária. Sobre o episódio da ruptura do Brasil com o Fundo Monetário Internacional (FMI) em 1959, analise o trecho a seguir:
“O conflito entre o Programa de Metas e a estabilização era, portanto, inevitável.” (Skidmore, 2010, p. 218).
Segundo a análise de Skidmore, a ruptura de Juscelino Kubitschek (JK) com o FMI e o abandono do plano de estabilização (Plano Lucas Lopes-Campos) devem ser compreendidos como: 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A decisão deve ser lida no eixo da tensão entre Programa de Metas e estabilização monetária: a alternativa correta é a que entende a ruptura com o FMI como um movimento político diante do custo interno da inflação, e não como imposição externa, técnica ou de terceiros.

Tema central: Ruptura de JK com o FMI e conflito entre desenvolvimentismo e estabilização
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque atribui a ruptura à imposição de militares nacionalistas e da esquerda do PTB, deslocando a decisão do próprio JK para uma coerção que não é sustentada pela leitura da questão.
B
Errada
Está errada porque transforma o episódio em um erro de cálculo com isolamento político de JK e cancelamento de investimentos na indústria automobilística, encadeamento específico que não corresponde ao ponto cobrado.
C
Certa
A alternativa C é a compatível com a leitura exigida porque interpreta a ruptura com o FMI e o abandono do plano de estabilização como uma estratégia política de JK para administrar o desgaste provocado pela inflação. Esse enquadramento corresponde ao núcleo comparativo da questão e afasta as explicações que atribuem a decisão a coerção militar, isolamento político terminal, solução técnica autônoma ou pressão externa específica.
D
Errada
Está errada porque apresenta a ruptura como medida puramente técnica baseada em superávit cambial, o que contraria o eixo do enunciado sobre o conflito entre desenvolvimentismo e estabilização.
E
Errada
Está errada porque atribui a decisão à pressão direta do governo norte-americano por causa da Petrobras, substituindo o conflito interno de política econômica por uma causa externa não sustentada.
Pegadinha da questão
Trocar o sentido político da ruptura com o FMI por explicações de imposição externa, coerção de outros atores ou tecnicidade econômica.
Dica para questões semelhantes
  • Quando o enunciado opõe dois objetivos de governo, busque a alternativa que interpreta a decisão como escolha política diante de custos concorrentes.
  • Desconfie de opções que trocam o conflito central por causas muito específicas não indicadas na base da questão.
  • Se o foco é interpretação histórica, não confunda leitura política do episódio com explicação puramente técnica.

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