No capítulo “Anos de Confiança”, de sua obra Brasil: de Get...
“O conflito entre o Programa de Metas e a estabilização era, portanto, inevitável.” (Skidmore, 2010, p. 218).
Segundo a análise de Skidmore, a ruptura de Juscelino Kubitschek (JK) com o FMI e o abandono do plano de estabilização (Plano Lucas Lopes-Campos) devem ser compreendidos como:
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Gabarito comentado
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Gabarito: C
Fundamento decisivo: A decisão deve ser lida no eixo da tensão entre Programa de Metas e estabilização monetária: a alternativa correta é a que entende a ruptura com o FMI como um movimento político diante do custo interno da inflação, e não como imposição externa, técnica ou de terceiros.
- Quando o enunciado opõe dois objetivos de governo, busque a alternativa que interpreta a decisão como escolha política diante de custos concorrentes.
- Desconfie de opções que trocam o conflito central por causas muito específicas não indicadas na base da questão.
- Se o foco é interpretação histórica, não confunda leitura política do episódio com explicação puramente técnica.
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Letra C
Analisando a intenção das alternativas formuladas na questão:
A Alternativa C costuma ser apontada em bancas como a que sintetiza a dimensão política do movimento de JK: preservar a popularidade pessoal, transferir a culpa da inflação e do arrocho para o "inimigo externo" (o FMI) e pavimentar o caminho político para seu retorno em 1965 (já que a Constituição de 1946 proibia a reeleição direta para 1960, mas permitia a candidatura em 1965).
- A está incorreta: JK não foi "forçado contra a sua vontade" pelos militares ou PTB; foi um cálculo político estratégico do próprio presidente.
- B está incorreta: JK não perdeu o apoio do PSD nem a indústria automobilística foi cancelada.
- D está incorreta: O Brasil não tinha superávit cambial nem o rompimento foi "uma medida puramente técnica".
- E está incorreta: O governo dos EUA (Eisenhower) pressionou a favor do FMI, e não para que o Brasil rompesse com ele.
PMBA
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