Nesse texto as palavras: "mio" / "mió" / "pió" / "teia" / "...

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Q4376872 Português
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Vício na fala

Oswald de Andrade

Para dizerem milho dizem mio

Para melhor dizem mió

Para pior pió

Para telha dizem teia

Para telhado dizem teiado

E vão fazendo telhados.
Nesse texto as palavras: "mio" / "mió" / "pió" / "teia" / "teiado" contribuem para 
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O contraste entre formas convencionais e representações de pronúncia nos versos — “Para dizerem milho dizem mio
Para melhor dizem mió
Para pior pió
Para telha dizem teia
Para telhado dizem teiado” — evidencia variação no modo de falar, não mudança de significado ou escolha de vocabulário formal, sustentando a alternativa A.

Tema central: Variação linguística na pronúncia
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque as correspondências entre “milho” e “mio”, “melhor” e “mió” e “telhado” e “teiado” caracterizam maneiras de falar. A questão interpreta essas marcas de oralidade como usos regionais. Isso não exige identificar uma região específica nem afirmar que tais pronúncias sejam exclusivas de determinado lugar: o texto não fornece essas informações.
B
Errada
Os versos representam pronúncias populares em contraste com formas convencionais, mas não lhes atribuem prestígio social. A presença dessas formas em um poema não comprova que a variedade representada seja socialmente prestigiosa.
C
Errada
A construção “Para dizerem milho dizem mio” contrapõe modos de dizer no presente, sem apresentar formas antigas e atuais em sequência. Portanto, a diferença de pronúncia não constitui, no texto, um relato de transformação histórica.
D
Errada
As formas destacadas representam modos de pronunciar as mesmas palavras, e não a seleção de outras palavras para o vocabulário formal. Em “Para telha dizem teia”, por exemplo, “teia” representa a pronúncia de “telha”, sem demonstrar influência sobre a escolha lexical da língua formal.
Pegadinha da questão
Confundir diferenças de pronúncia com etapas históricas das palavras. Os versos contrapõem maneiras de falar, não épocas; além disso, a caracterização regional não identifica uma localidade determinada.
Dica para questões semelhantes
  • Observe se as grafias representam pronúncias das mesmas palavras ou palavras de significado diferente; aqui, a correspondência entre “telha” e “teia” determina a leitura.
  • Só interprete o contraste como transformação histórica quando houver comparação entre épocas ou etapas de mudança.
  • Distinga marcas de variedade linguística da identificação de uma região: reconhecer maneiras de falar não permite atribuir-lhes uma localização específica sem apoio textual.

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Comentários

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Alternativa ( A )

  1. A (Correta): As palavras reproduzem uma variação linguística, registrando a fala popular e coloquial característica de determinadas regiões ou grupos sociais (como o dialeto caipira).

  2. B (Incorreta): Essas formas representam um registro popular, que historicamente sofre preconceito, e não a norma culta de prestígio social.

  3. C (Incorreta): O poema retrata uma variação linguística de uso atual e simultâneo na fala das pessoas, e não a evolução histórica das palavras ao longo dos séculos.

  4. D (Incorreta): O vocabulário utilizado exemplifica o português informal, distanciando-se totalmente das regras da linguagem formal.

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