Paciente, 56 anos, é internado com sintomas de descompensaç...
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Tema central: O caso aborda a insuficiência cardíaca descompensada e o manejo do paciente quente e congesto com hipotensão arterial importante — um cenário frequente na prática clínica hospitalar, desafiando o equilíbrio entre alívio da congestão, manutenção da perfusão e segurança farmacológica.
Análise clínica e raciocínio para a resposta correta: O paciente apresenta: IC conhecida, PA 80/50 mmHg (hipotensão significativa), congestão, mantém frequência cardíaca estável e faz uso de quatro fármacos de classes relevantes (IECA, diurético, betabloqueador, antagonista de aldosterona). Nos protocolos atuais (Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca, 2018), a presença de hipotensão com congestão indica risco imediato de deterioração hemodinâmica, recomendando-se cautela extrema no manejo do betabloqueador. Em situações assim:
- Redução da dose do betabloqueador: A redução gradual (em geral pela metade) é preferida à suspensão abrupta, uma vez que interromper subitamente pode desencadear rebote adrenérgico e piora clínica. A diretriz orienta: “Em hipotensão ou choque, recomenda-se reduzir ou suspender o betabloqueador, sendo a redução preferível se possível.”
- Dobutamina: É o inotrópico de escolha quando há congestão e pressão limítrofe, por aumentar contratilidade e débito cardíaco. Seu uso é fortemente sustentado por diretrizes e revisões clínicas para pacientes hemodinamicamente instáveis.
- VNI: Fundamental para aliviar o trabalho ventilatório e otimizar trocas gasosas sem, necessariamente, agravar a instabilidade.
Análise das alternativas incorretas:
- A) Aumentar betabloqueador e diurético agrava hipotensão – erro grave.
- B) Suspender betabloqueador pode gerar rebote; noradrenalina só indicada se houver choque claro e sinais de hipoperfusão persistente.
- D e E) IOT não se justifica sem falência respiratória. Levosimendan seria alternativa em caso refratário, não primeira escolha neste contexto.
Estratégia na prova: Leia com atenção os dados hemodinâmicos e farmacológicos: reconhecer o paciente hipotenso (PA < 90 mmHg), a presença de congestão e medicamentos utilizados é o passo-chave. Cuidado com pegadinhas: a suspensão abrupta dos betabloqueadores raramente é a melhor conduta. Priorize sempre pela estabilização hemodinâmica segura, seguindo protocolos das principais sociedades médicas.
Referência: Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca – SBC/2018; UpToDate – Manejo da insuficiência cardíaca aguda, 2023.
Alternativa correta: C) VNI/reduzir 50% dose BB/Dobutamina.
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Comentários
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Questão sem gabarito.
Se o perfil hemodinâmico é quente e congesto, logo o paciente apresenta IC descompensada perfil B. Nestes casos, a conduta seria VNI + diuréticos + vasodilatadores.
A dobutamina não tem papel neste cenário.
Se o paciente está com PAS 80 mmHg, não está quente. Hipotensão é um sinal de baixo débito. Portanto, o paciente está frio, perfil C. Se assim for, cabe a indicação de inotrópico.
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