Em História Moderna, Paulo Miceli (2016) discute a engrenag...

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Q4154505 História
Em História Moderna, Paulo Miceli (2016) discute a engrenagem financeira que sustentava as monarquias nacionais. Ao analisar o fluxo de recursos arrecadados e gastos pelas Coroas, o autor utiliza uma metáfora específica para definir a função econômica do Estado Moderno: “O Estado funcionava, assim, como uma gigantesca cisterna para onde afluíam recursos abundantes, mas nunca suficientes para atender aos 'sedentos' de toda sorte [...]”. (Miceli, 2019, p. 100). De acordo com a obra, quem eram os “sedentos” que se beneficiavam dessa estrutura e qual era a real função econômica do Estado descrita pelo autor?
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: A pista decisiva era a identificação dos “sedentos” com os grandes mercadores e homens de negócio ligados ao financiamento da Coroa; isso aponta para a alternativa E.

Tema central: Estado Moderno financeiro
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque troca os beneficiários centrais da engrenagem financeira por uma nobreza feudal decadente e ainda atribui ao Estado a função de recompor feudos por confisco de propriedades burguesas. Esse papel não corresponde ao argumento econômico indicado na base, que é o de captação e redistribuição lucrativa de recursos a credores e homens de negócio.
B
Errada
Está errada porque converte a metáfora da “cisterna” em política assistencial para camponeses e artesãos empobrecidos. A base afirma o contrário: o sentido da passagem é fiscal-financeiro, e os “sedentos” não são pobres assistidos, mas grupos que se beneficiam da apropriação dos recursos estatais.
C
Errada
Está errada porque desloca a função econômica do Estado para o mecenato cultural e faz dos artistas e intelectuais os principais beneficiários. A passagem discutida trata da sustentação financeira da monarquia e da engrenagem que favorece mercadores e homens de negócio, não de drenagem prioritária do tesouro para arte.
D
Errada
Está errada porque absolutiza a guerra como finalidade exclusiva do Estado e interpreta a “cisterna” como simples entesouramento sem retorno à economia. A base é expressa em sentido diverso: o ponto central é a circulação financeira que devolve recursos com lucro a credores e contratantes, e não a acumulação inerte de metais.
E
Certa
A alternativa E acerta porque reproduz o núcleo do argumento atribuído a Miceli: o Estado Moderno concentrava recursos e os devolvia em benefício de credores da monarquia, especialmente mercadores e homens de negócio, por mecanismos como dívida pública e contratos.
Pegadinha da questão
A confusão real era ler a metáfora da “cisterna” como função militar, cultural, assistencial ou mero entesouramento, quando o ponto decisivo era o fluxo de arrecadação e devolução de recursos em favor dos credores da monarquia.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão trouxer metáfora econômica do Estado, identifique primeiro quem recebe o fluxo principal de recursos e por qual mecanismo isso ocorre.
  • Em temas de Estado Moderno, diferencie concentração fiscal de assistência social, mecenato cultural e simples acumulação de metais.
  • Se o enunciado falar em arrecadação, dívida e contratos, procure a alternativa que relacione o Estado aos grupos mercantis e financeiros, não a beneficiários genéricos.
  • Não confunda grupos socialmente relevantes no período com os beneficiários centrais do mecanismo específico descrito pela fonte.

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