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Q691131 Medicina
Paciente internado em UTI cardíaca devido a infarto agudo do miocárdio de parede inferior tardio (sem tratamento de recanalização) evolui com piora do quadro hemodinâmico e novo sopro cardíaco. Foi realizado ecocardiograma que evidenciou abaulamento do septo interventricular. Qual é a principal hipótese diagnóstica?
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Tema central: Complicações mecânicas pós-infarto agudo do miocárdio (IAM) — interpretação clínica de novo sopro cardíaco e achados no ecocardiograma.

Justificativa da alternativa correta (B – Comunicação Interventricular – CIV):

O quadro descrito apresenta piora hemodinâmica súbita e novo sopro cardíaco após um infarto extensivo, sem recanalização. O achado de abaulamento do septo interventricular no ecocardiograma é fundamental. Isso sugere ruptura do septo interventricular — uma grave complicação mecânica do IAM, levando à CIV adquirida.

Segundo diretriz da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia): “A CIV pós-IAM manifesta-se clinicamente com novo sopro, insuficiência cardíaca aguda e sinais de baixo débito. O ecocardiograma confirma a presença do shunt interventricular.” (Diretrizes SBC, Seção de IAM)

Análise das alternativas incorretas:

A) Síndrome de Dressler: Trata-se de uma pericardite autoimune que ocorre semanas após o IAM, com febre e dor torácica, mas não gera novo sopro cardíaco ou abaulamento septal no eco.

C) Ruptura de parede livre do VE: Geralmente resulta em tamponamento cardíaco e morte súbita, não sendo comum a presença de sopro cardíaco novo detectável nem de abaulamento do septo ao eco.

D) Insuficiência mitral: Pode complicar o infarto (ruptura de músculo papilar), causando sopro holossistólico e edema agudo de pulmão, porém falta o achado de abaulamento do septo; o eco mostraria disfunção valvar, não shunt interventricular.

E) Reinfarto: Caracteriza-se por dor torácica, alteração enzimática e/ou eletrocardiográfica, mas não há associação clássica com novo sopro cardíaco e abaulamento septal.

Dicas de leitura de questões:

Atenção ao tempo de evolução pós-IAM, à associação de novo sopro cardíaco com deterioração súbita do estado hemodinâmico e ao achado específico no ecocardiograma: esses são gatilhos para pensar em CIV. Pegadinhas comuns incluem confundir CIV com insuficiência mitral ou rupturas de parede livre, que têm manifestações clínicas diferentes.

Conclusão: O diagnóstico mais provável, diante deste contexto clínico e ecocardiográfico, é Comunicação Interventricular (CIV) pós-IAM. Porém, lembre-se: sempre correlacione novos sinais ao estágio do IAM e utilize o eco como exame-chave.

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A principal hipótese diagnóstica nesse caso é a CIV (Comunicação Interventricular). A presença de abaulamento do septo interventricular em um paciente com infarto agudo do miocárdio de parede inferior tardio e piora do quadro hemodinâmico sugere a possibilidade de um defeito no septo interventricular. A CIV é uma complicação comum nesses pacientes e pode levar a uma sobrecarga de volume do ventrículo esquerdo, resultando em insuficiência cardíaca. A realização de um ecocardiograma é fundamental para o diagnóstico e a indicação de tratamento adequado.

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