A citometria diferencial do escarro é clinicamente útil quan...

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Q3193830 Medicina

A citometria diferencial do escarro é clinicamente útil quando o objetivo for: 


I. Fenotipar a doença, particularmente asma, DPOC, bronquiectasias e tosse crônica.


II. Predizer a resposta ao tratamento aos corticoides ou imunobiológicos.


III. Predizer perda de controle da asma e evitar exacerbações.


IV. Guiar o tratamento das exacerbações eosinofílicas ou infecciosas. 


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Tema central: O foco da questão é a citometria diferencial do escarro como ferramenta clínica em doenças respiratórias (asma, DPOC, bronquiectasias, tosse crônica), com ênfase em sua utilidade no fenótipo inflamatório, predição de resposta terapêutica e manejo de exacerbações.

Justificativa para a alternativa correta (E): Todas as assertivas (I, II, III e IV) estão corretas, de acordo com diretrizes e evidências científicas recentes:

I. Fenotipar a doença: A citometria do escarro permite distinguir entre inflamação eosinofílica (predominante na asma, algumas DPOCs, bronquiectasias e certas tosses crônicas) e inflamações neutrofílicas ou mistas, auxiliando na caracterização do fenótipo e na condução terapêutica. Essa abordagem é respaldada tanto pelo PCDT da Asma quanto pelas diretrizes de manejo da tosse crônica.

II. Predizer resposta ao tratamento: Pacientes com eosinofilia no escarro se beneficiam mais de corticosteroides e de imunobiológicos. Segundo o UpToDate e o Harrison’s, a avaliação do perfil inflamatório direciona a escolha terapêutica e antecipa a chance de resposta clínica.

III. Predizer perda de controle e evitar exacerbações: Valores elevados de eosinófilos sinalizam falha no controle da asma, indicando risco de exacerbação iminente. Monitorando a citometria, o médico pode intervir precocemente, conforme reforçado por protocolos internacionais.

IV. Guiar tratamento de exacerbações: Diferenciar se a exacerbação é eosinofílica (tratamento com corticoide) ou infecciosa (abordagem antibiótica) é essencial para o uso racional de medicamentos e redução de eventos adversos, segundo diretrizes internacionais e nacionais.

Alternativas incorretas: Todas as demais alternativas deixam de fora algum item correto, limitando a utilidade desta ferramenta clínica e não representam o estágio atual do conhecimento.

Destaque para estratégias de prova: Fique atento em questões que cobram “todas as alternativas estão corretas”. Atente para a abrangência da ferramenta em doenças respiratórias. Costuma-se errar por subestimar aspectos como monitoramento da asma ou sua aplicabilidade em bronquiectasias/tosse crônica.

Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Asma, “a análise citológica do escarro pode auxiliar em casos complexos para definição do fenótipo inflamatório, diagnóstico diferencial e conduta terapêutica” (p. 12).

Resumo: A citometria diferencial do escarro é multifuncional: fenotipa, prediz resposta, antecipa perda de controle e orienta o tratamento. Esta característica justifica marcadamente o gabarito E.

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