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Q3543628 Odontologia
Considerando-se a vigilância na utilização dos fluoretos, assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo CORRETAMENTE:
Embora a maioria dos casos relatados na literatura atual aponte para a predominância de ___________muito leve ou leve, não sendo considerada como um problema de saúde pública por não apresentar impacto na aparência ou na função dentária, uma prática de saúde pública prudente, voltada para o uso adequado e controle do consumo excessivo de flúor, deve ser implementada para minimizar essa condição, especialmente para as formas moderada e severa. 
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Tema central: Vigilância do uso de fluoretos e fluorose dentária — alteração do esmalte por ingestão crônica e excessiva de flúor durante a amelogênese. Em saúde pública, a maioria dos casos é muito leve/leve, sem impacto estético/funcional relevante, mas requer monitoramento para prevenir formas moderadas e severas.

Alternativa correta: B — Fluorose

Justificativa: O enunciado descreve uma condição predominantemente muito leve/leve, relacionada ao consumo excessivo de flúor, com recomendação de vigilância populacional. Isso corresponde exatamente à fluorose dentária. Clinicamente, as formas leves mostram opacidades difusas branco-giz sem perda de estrutura; formas moderadas/severas podem apresentar manchas marrons e porosidade/pitting. Classificações usuais: Índice de Dean e T-F Index (Fejerskov & Kidd; CDC).

Fisiopatologia essencial: Durante a formação do esmalte, o excesso de flúor interfere na maturação e aumenta a porosidade subsuperficial, gerando opacidades difusas. O risco é maior até ~8 anos (incisivos permanentes), especialmente <3 anos por deglutição de dentifrício.

Vigilância e prevenção (saúde pública): Monitorar flúor na água e orientar uso de dentifrícios: 0,7 mg/L como valor ótimo para água (USPHS/CDC, 2015), mantendo-se < 1,5 mg/L (diretriz OMS). No Brasil, vigilância da fluoretação (MS/Sisagua) e educação: quantidade de dentifrício “grão de arroz” (até 3 anos) e “ervilha” (3–6 anos), escovação supervisionada, evitar suplementos onde há água fluoretada (Ministério da Saúde, Caderno de Atenção Básica em Saúde Bucal).

Por que as demais estão incorretas?

A) Amelogênese imperfeita: Distúrbio genético do esmalte, acomete ambas as dentições, padrão familiar, múltiplos subtipos (hipoplásico/hipomaturado/hipocalcificado). Não depende de exposição a flúor e não apresenta a típica distribuição simétrica difusa por gravidade ambiental. (Ten Cate; UpToDate)

C) Hipoplasia do esmalte: Defeito quantitativo (redução de espessura), lesões demarcadas, frequentemente associadas a eventos sistêmicos locais (trauma, infecções, desnutrição). Diferente da opacidade difusa da fluorose e sem relação necessária com flúor. (Fejerskov & Kidd)

D) Displasia dentinária: Distúrbio da dentina (não do esmalte), com câmaras pulpares obliteradas e rizogênese alterada; esmalte geralmente normal. Sem vínculo com consumo de flúor. (Neville – Patologia Oral)

Dica de prova (pegadinha): “Predominância de muito leve/leve” + “controle do consumo de flúor” apontam para fluorose. Diferencie: fluorose = opacidades difusas, simétricas; hipoplasia = defeitos demarcados/quantitativos; amelogênese imperfeita = genética.

Referências essenciais: OMS – Guidelines for Drinking-water Quality (fluoreto ≤1,5 mg/L); USPHS/CDC (2015) recomendando 0,7 mg/L; Ministério da Saúde – Vigilância da Fluoretação das Águas; Fejerskov & Kidd – Dental Caries; UpToDate – Dental fluorosis.

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