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Q3193818 Medicina
Qual das seguintes alternativas apresenta a abordagem correta no manejo de tosse crônica em adultos? 
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Tema central: Manejo de tosse crônica (≥ 8 semanas) no adulto. As causas mais comuns são: síndrome da tosse das vias aéreas superiores (STVAS/UACS), asma (inclui variante tosse), bronquite eosinofílica não asmática e DRGE. A avaliação inicial foca em história/exame físico, radiografia de tórax e espirometria, com tratamento dirigido às causas prováveis.

Gabarito: C — A STVAS é causa frequente e cursa com gotejamento pós-nasal, rinorreia, obstrução nasal ou rinossinusite crônica. As diretrizes (ACCP/ERS, UpToDate, Harrison’s) recomendam terapia empírica quando o quadro clínico sugere rinossinusite/rinite: combinação de anti-histamínico de 1ª geração + descongestionante e/ou corticoide intranasal, além de lavagem salina. O racional: redução de inflamação e do estímulo aferente nas vias aéreas superiores que perpetua o reflexo da tosse.

Análise das alternativas incorretas

  • ATC de tórax não é rotina quando a radiografia é normal e não há sinais de alarme. É reservada para tosse inexplicada após abordagem padrão ou diante de achados sugestivos. Diretrizes ERS/ACCP desencorajam TC indiscriminada.
  • BPPI para todos não é recomendado. Ensaios mostram benefício limitado em quem não tem sintomas típicos de DRGE. Indicar PPI em presença de refluxo típico ou confirmação objetiva. (ACCP 2016; UpToDate)
  • DBroncoscopia não é exame inicial. Indica-se quando há suspeita específica (aspiração de corpo estranho, massa/hemoptise, atelectasia) ou anormalidades em imagem. Para a maioria, inicia-se com Rx, espirometria e tratamento dirigido.
  • E — Em tosse relacionada à asma, o tratamento de primeira linha é corticosteroide inalatório ± broncodilatador. Corticosteroide oral prolongado não é primeira linha por efeitos adversos; pode-se usar curto curso em exacerbações, não como manutenção. (GINA; UpToDate)

Como raciocinar na prova

  • Procure termos absolutos como “rotineiramente” e “todos os pacientes” — costumam sinalizar alternativas incorretas.
  • Priorize causas comuns: UACS, asma, DRGE e bronquite eosinofílica. Direcione tratamento empírico conforme a história.
  • Exames iniciais: Rx de tórax, espirometria; considerar FeNO ou eosinofilia para fenótipos eosinofílicos.

Pontos-chave para a prática

  • UACS: anti-histamínico 1ª geração + descongestionante e/ou corticoide intranasal; reavaliar em 2–4 semanas.
  • Asma: ICS como base; evitar uso prolongado de prednisona.
  • DRGE: medidas não farmacológicas e PPI apenas quando indicado.
  • Investigue IECA, tabagismo e exposições ambientais.

Referências: Diretrizes ACCP/ERS para tosse crônica; UpToDate: Evaluation of chronic cough; Harrison’s Principles of Internal Medicine; GINA (asma).

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