Pacientes jovens, especialmente mulheres, com episódios reco...

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Q3833360 Medicina
Pacientes jovens, especialmente mulheres, com episódios recorrentes de cefaleia em trovoada de início recente devem ser investigados quanto à possibilidade de doença vascular intracraniana grave. Também deve ser considerada a síndrome de vasoconstricção cerebral reversível, especialmente se houver fator desencadeante potencialmente vasoconstrictor como os citados abaixo, EXCETO: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: Em paciente jovem, especialmente mulher, com cefaleia em trovoada recorrente e suspeita de síndrome de vasoconstricção cerebral reversível, a identificação correta depende de reconhecer exposições vasoativas/serotoninérgicas associadas à SVCR. Triptanos, cannabis e antidepressivos serotoninérgicos estão nesse grupo; lorazepam, por ser benzodiazepínico sem ação vasoconstrictora típica, é a exceção e sustenta o gabarito E.

Tema central: Desencadeantes da SVCR
Análise das alternativas
A
Errada
Sumatriptano está errado como exceção porque é agonista 5-HT1B/1D e exerce efeito vasoconstrictor craniano. Esse perfil farmacológico o torna desencadeante plausível e classicamente lembrado em SVCR. Em cefaleia em trovoada, confundir esse cenário com enxaqueca e usar triptano sem investigação adequada pode inclusive atrasar o reconhecimento de doença vascular intracraniana.
B
Errada
Trazodona está errada como exceção porque tem atividade serotoninérgica e entra no grupo de antidepressivos potencialmente associados à SVCR. A base reconhece que, embora seja menos lembrada que ISRS clássicos, permanece no universo de fármacos serotoninérgicos implicados como precipitantes por interferência no tônus vascular cerebral.
C
Errada
Cannabis está errada como exceção porque é substância recreativa classicamente associada à SVCR e a eventos cerebrovasculares por alteração do tônus vascular. Portanto, ela pertence ao conjunto de exposições que devem ser valorizadas na investigação de cefaleia em trovoada com suspeita de vasoconstrição cerebral reversível.
D
Errada
Fluoxetina está errada como exceção porque é ISRS, classe repetidamente associada à SVCR como potencial precipitante. O critério médico aqui é a ação serotoninérgica com repercussão sobre o tônus vascular cerebral, o que a coloca entre os fatores farmacológicos relevantes nesse contexto.
E
Certa
Lorazepam é benzodiazepínico modulador do receptor GABA-A, com efeito ansiolítico, sedativo e anticonvulsivante, sem mecanismo serotoninérgico, simpaticomimético ou vasoconstrictor cerebral típico que o coloque entre os precipitantes clássicos de SVCR. O ponto da questão não é ser psicotrópico, e sim ter potencial vasoativo associado à vasoconstrição cerebral reversível; por isso esta é a alternativa correta.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre 'medicação psicoativa' e 'agente vasoconstrictor associado à SVCR'. O eixo correto não é psicotrópico versus não psicotrópico, mas sim vasoativo/serotoninérgico versus ausência de ação vasoconstrictora típica. Trazodona aumenta a dúvida por ser menos lembrada, mas continua no grupo serotoninérgico; lorazepam não.
Dica para questões semelhantes
  • Em SVCR, procure o mecanismo vasoativo: triptanos, drogas recreativas e antidepressivos serotoninérgicos entram no radar.
  • Cefaleia em trovoada recorrente em mulher jovem pede exclusão de causa vascular intracraniana antes de tratar como cefaleia primária.
  • Não agrupe fármacos pelo fato de atuarem no SNC; diferencie os que alteram tônus vascular dos que não têm ação vasoconstrictora típica.

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