Assinale a alternativa que descreve corretamente um efeito a...
Gabarito comentado
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Tema central: reações adversas da rifampicina, fármaco essencial no tratamento da tuberculose. Em provas, é crucial diferenciar os efeitos de cada droga do esquema RIPE (Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida, Etambutol).
Alternativa correta (C): a rifampicina pode causar hepatotoxicidade de padrão colestático, manifestando-se por icterícia, prurido e elevação de FA/GGT e, por vezes, bilirrubina. O mecanismo envolve lesão idiossincrática e interferência no transporte hepático de bilirrubina. Diretrizes e textos de referência (WHO/Ministério da Saúde; UpToDate; Harrison’s) descrevem a rifampicina como causa de elevação transitória de transaminases e casos de hepatite colestática. Conduta: monitorar enzimas hepáticas; suspender se ALT ≥5x LSN ou ≥3x com sintomas (recomendação alinhada a ATS/CDC/IDSA e WHO).
Por que as demais estão incorretas?
A – Neurite periférica: é típica da isoniazida, por depleção de piridoxina; previne-se com vitamina B6. Não é efeito comum da rifampicina (Harrison’s; UpToDate).
B – Toxicidade ocular (perda visual): característica do etambutol (neurite óptica com discromatopsia vermelho–verde). Rifampicina não causa perda visual progressiva.
D – Hipoglicemia grave frequente: a rifampicina é potente indutora de CYP450 e P-gp, reduzindo o efeito de antidiabéticos (especialmente sulfonilureias) e predispondo mais a hiperglicemia/controle pior do que hipoglicemia. Logo, a afirmação está em sentido oposto ao efeito farmacocinético esperado.
E – Ototoxicidade: associada aos aminoglicosídeos (ex.: estreptomicina) e a doses altas de diuréticos de alça. Rifampicina não é droga ototóxica.
Dicas de prova e prática: memorize o mnemônico dos efeitos principais: - Isoniazida: neuropatia periférica, hepatotoxicidade (piridoxina previne neuropatia). - Rifampicina: colestase/hepatite, líquidos corporais alaranjados, fortes interações medicamentosas (anticoncepcionais, varfarina, antirretrovirais, antidiabéticos), síndrome gripal, trombocitopenia rara. - Pirazinamida: hiperuricemia/gota, hepatotoxicidade. - Etambutol: neurite óptica.
Estratégia: identifique “palavras-âncora”: neuropatia → isoniazida; visão → etambutol; audição → aminoglicosídeo; alterações colestáticas/enzimas hepáticas → rifampicina. Em pacientes com risco hepático, monitorize função hepática desde o início (WHO; MS Brasil).
Referências: WHO Consolidated Guidelines for TB Treatment; Ministério da Saúde – Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose; UpToDate – Rifampin: Drug information; Harrison’s Principles of Internal Medicine.
Gabarito: C.
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A alternativa correta é:
C - A rifampicina está associada à colestase, que pode manifestar-se por icterícia e aumento de enzimas hepáticas.
A rifampicina é um antibiótico utilizado principalmente no tratamento da tuberculose e outras infecções bacterianas. Alguns de seus efeitos adversos mais comuns incluem:
- Colestase hepática: A rifampicina pode causar danos ao fígado, levando a condições como colestase, que pode ser caracterizada por icterícia (amarelecimento da pele e dos olhos) e aumento das enzimas hepáticas (indicativo de lesão hepática). Este é um efeito adverso bem documentado do medicamento.
Agora, vejamos o que ocorre nas outras alternativas:
- Alternativa A: Errada. Neurite periférica não é um efeito adverso comum da rifampicina. No entanto, a neurite periférica pode ser associada ao uso de outros medicamentos, como a isoniazida, que é comumente usada em conjunto com a rifampicina no tratamento da tuberculose.
- Alternativa B: Errada. A rifampicina não é comumente associada à toxicidade ocular ou à perda progressiva de visão. No entanto, ela pode causar coragem da urina devido à sua coloração avermelhada.
- Alternativa D: Errada. A rifampicina não é conhecida por causar hipoglicemia grave. Efeitos relacionados a níveis de glicose não são típicos desse medicamento.
- Alternativa E: Errada. A rifampicina não está relacionada à ototoxicidade (perda auditiva), que é mais comumente associada a medicamentos como a gentamicina e outros antibióticos aminoglicosídeos.
Portanto, a alternativa C é a correta, já que a rifampicina pode realmente causar colestase, que se manifesta por icterícia e aumento das enzimas hepáticas.
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