Sobre o manejo pré-operatório da cirurgia de ressecção pulmo...

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Q3193814 Medicina

Sobre o manejo pré-operatório da cirurgia de ressecção pulmonar, analise as assertivas abaixo:


I. Pacientes com PPO-VEF1 e PPO-DLCO-PPO >60% do previsto não necessitam de avaliação funcional adicional.


II. Desempenho superior a 22 metros no teste de subida de escadas não demanda avaliação funcional adicional.


III. Pacientes que serão submetidos à neoadjuvância devem ter os exames de função pulmonar repetidos após o término da terapia.


Quais estão corretas?

Alternativas

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Tema central: A questão aborda a avaliação pré-operatória na cirurgia de ressecção pulmonar, tema recorrente em concursos médicos devido à importância de estimar o risco cirúrgico e planejar intervenções que minimizem complicações.

Comentando as assertivas e a alternativa correta:

Assertiva I: Correta. Segundo a diretriz “Avaliação funcional para o tratamento cirúrgico do câncer de pulmão”, pacientes com PPO-VEF1 e PPO-DLCO superiores a 60% do previsto apresentam baixo risco funcional e não necessitam de exames funcionais adicionais. Isso está sustentado por estudos e pelas principais recomendações internacionais. Atente para o termo “maior que 60%”, pois esse é um dos principais pontos de corte aceitos nas diretrizes.

Assertiva II: Correta. O teste de subida de escadas é uma ferramenta prática na avaliação da capacidade funcional. O desempenho superior a 22 metros (ou subir 3-4 lances de escada sem limitação significativa) indica boa reserva cardiorrespiratória. Segundo revisões internacionais (por exemplo, UpToDate, 2023), pacientes com esse desempenho não requerem testes funcionais adicionais.

Assertiva III: Correta. A quimioterapia neoadjuvante pode levar a alterações agudas e crônicas na função pulmonar. Por isso, é obrigatório repetir os exames de função pulmonar após o término da quimioterapia, antes de decidir pela cirurgia. Isso assegura avaliação atualizada do risco cirúrgico, conforme protocolos de sociedades como a SBCT e recomendações do Ministério da Saúde.

Análise crítica das alternativas: Os itens I, II e III se fundamentam em diretrizes sólidas. As demais alternativas deixam de fora informações essenciais, tornando-as incorretas. Uma pegadinha comum é confundir o corte de 60% nas avaliações funcionais ou ignorar a necessidade de nova avaliação após a neoadjuvância. Fique atento a detalhes numéricos e situações clínicas específicas!

Resumo: A alternativa correta é E – todas as assertivas estão corretas. A avaliação funcional pré-operatória exige critérios objetivos e atualização constante, conforme recomendações nacionais e internacionais.

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