Sobre a relação entre apneia obstrutiva do sono (AOS), risco...

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Q3833343 Medicina
Sobre a relação entre apneia obstrutiva do sono (AOS), risco cardiovascular e o papel da adesão ao tratamento, assinale a alternativa CORRETA.
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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O critério decisivo é que o benefício do CPAP na AOS depende de adesão adequada, usualmente definida como uso superior a 4 horas por noite; sem esse patamar, o efeito clínico relevante sobre pressão arterial e desfechos cardiovasculares fica reduzido ou não se consolida.

Tema central: AOS e adesão ao CPAP
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque atribui redução de mortalidade cardiovascular mesmo com baixa adesão (< 4 h/noite). A base afirma que a eficácia clínica do CPAP é adesão-dependente e que baixa adesão reduz ou inviabiliza benefício mensurável. Prescrever CPAP não equivale a obter efeito cardiovascular se o tempo de uso for insuficiente.
B
Errada
Está errada porque nega associação reconhecida entre AOS e fibrilação atrial. A base é explícita ao afirmar que a AOS se relaciona não só com hipertensão, mas também com arritmias, especialmente fibrilação atrial, por mecanismos como hipóxia intermitente e hiperatividade simpática.
C
Certa
A alternativa C é correta porque distingue prescrição de tratamento de adesão efetiva: na AOS, não basta indicar CPAP, é necessário usá-lo adequadamente para que haja benefício. Com adesão > 4 h/noite, há melhor controle pressórico e associação com melhores desfechos cardiovasculares em pacientes aderentes.
D
Errada
Está errada porque faz depender o risco cardiovascular da presença de sintomas diurnos. A base afirma que ausência de sonolência ou de outros sintomas durante o dia não descarta AOS nem elimina seu impacto cardiovascular. Portanto, paciente oligossintomático pode manter risco relacionado à apneia.
E
Errada
Está errada porque trata a hipertensão farmacologicamente como se isso neutralizasse a importância da AOS. A base afirma que abordar apenas a pressão arterial sem tratar a apneia mantém ativos mecanismos causais, como hipóxia intermitente e ativação simpática, podendo dificultar o controle pressórico e a mitigação global do risco cardiovascular.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre indicar CPAP e obter benefício cardiovascular real: o ponto decisivo não é apenas usar CPAP, mas ter adesão adequada, além de não reduzir a AOS a sonolência diurna ou apenas hipertensão.
Dica para questões semelhantes
  • Se a questão unir AOS e cardiovascular, lembre que a associação não se limita à hipertensão; fibrilação atrial também entra no vínculo clínico relevante.
  • Quando aparecer CPAP como resposta, verifique se a alternativa respeita o caráter adesão-dependente do benefício, com referência usual de > 4 h/noite.
  • Ausência de sintomas diurnos não exclui AOS nem seu impacto cardiovascular; não use sonolência como critério isolado de risco.
  • Controle farmacológico de um marcador, como pressão arterial, não substitui o tratamento da condição causal quando a base destaca mecanismo cardiovascular ativo da AOS.

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