LMF, 52 anos, obeso (IMC 34), hipertenso de difícil controle...

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Q3833342 Medicina
LMF, 52 anos, obeso (IMC 34), hipertenso de difícil controle e ex-tabagista, procura atendimento por queixas de sonolência diurna intensa, cefaleia matinal e baixa produtividade no trabalho. Sua esposa relata roncos altos e pausas respiratórias noturnas. Realizada polissonografia tipo I, com os seguintes achados:

· Índice de apneia-hipopneia (IAH): 36 eventos/hora  
· Predomínio de eventos obstrutivos
· SpO₂ mínima: 78%
· Tempo de SpO₂ < 90%: 18% do total do sono
· Fragmentação do sono com aumento de despertares



Com base nesse exame, qual é a melhor interpretação e conduta inicial?

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Pela polissonografia, IAH de 36 eventos/hora com predomínio de eventos obstrutivos, dessaturação importante e fragmentação do sono caracteriza AOS grave; pela base médica, isso sustentaria CPAP inicial e afasta roncopatia simples ou hipersonia primária. Há, portanto, conflito entre o critério médico consolidado e o gabarito oficial informado.

Tema central: AOS na polissonografia
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque IAH de 36/h exclui AOS leve; pela classificação consolidada, esse valor define AOS grave. Além disso, perda de peso é medida adjuvante, não tratamento inicial exclusivo em quadro sintomático com dessaturação importante e repercussão clínica.
B
Errada
Está errada porque IAH de 36/h não corresponde a AOS moderada, mas grave. Também não é a melhor interpretação pedir novo exame para redefinir o que já está estabelecido por polissonografia tipo I diagnóstica, que já documentou AOS grave com predomínio obstrutivo.
C
Errada
Do ponto de vista médico, esta é a alternativa sustentada pela base: IAH de 36/h define AOS grave, e a presença de sonolência diurna intensa, dessaturação até 78%, tempo significativo com SpO2 abaixo de 90% e hipertensão de difícil controle sustenta CPAP como tratamento inicial padrão. Ela só não pode ser marcada porque a instrução exige aderência ao gabarito oficial.
D
Certa
A alternativa D deve ser mantida apenas por aderência formal ao gabarito oficial informado. Do ponto de vista médico, ela não é sustentada pela base, porque o exame mostra AOS grave, com índice patológico de apneia-hipopneia, eventos obstrutivos e dessaturação relevante, o que não corresponde a roncopatia simples.
E
Errada
Está errada porque a hipersonolência já tem causa secundária claramente documentada: AOS grave. Hipersonia primária não é a melhor interpretação quando há distúrbio respiratório do sono comprovado por polissonografia com eventos obstrutivos recorrentes e repercussão fisiológica.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre ronco isolado e AOS documentada: se o candidato ignora o IAH e a dessaturação, pode aceitar roncopatia simples, mas o exame mostra AOS grave. O ponto crítico é que há conflito real entre o gabarito oficial e o critério médico objetivo.
Dica para questões semelhantes
  • Em polissonografia, classifique primeiro pelo IAH: 5-14,9 leve; 15-29,9 moderada; ≥30 grave.
  • Roncopatia simples não explica apneias/hipopneias recorrentes, dessaturação relevante e fragmentação do sono.
  • Quando houver sonolência diurna e AOS grave documentada com predomínio obstrutivo, a interpretação técnica aponta para CPAP inicial, não apenas medidas comportamentais isoladas.

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