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Q3833340 Medicina
Após melhora clínica e desmame bem-sucedido da ventilação mecânica, JAS foi transferido para o apartamento. Quarenta e oito horas após a alta da UTI, apresenta dispneia súbita, dor torácica pleurítica e taquicardia, sem febre ou estertores. A SpO₂ é de 85% em ar ambiente. Readmitido na UTI, é submetido à ultrassonografia pulmonar (Protocolo BLUE) e ecocardiografia à beira-leito.
Qual achado NÃO é compatível com o diagnóstico de embolia pulmonar e sugere outro diagnóstico? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: No protocolo BLUE, a embolia pulmonar aguda se associa ao perfil pulmonar seco, com padrão A e deslizamento pleural preservado; assim, linhas B bilaterais indicam síndrome intersticial e apontam outro diagnóstico, tornando a alternativa A incompatível com TEP.

Tema central: TEP no protocolo BLUE
Análise das alternativas
A
Certa
Linhas B bilaterais difusas correspondem a síndrome intersticial, com aumento de densidade do interstício/subpleural, achado que favorece processos como congestão ou edema pulmonar. Esse não é o padrão pulmonar habitual da embolia pulmonar aguda, que no BLUE costuma manter parênquima predominantemente aerado. Portanto, esse achado não sustenta TEP como explicação principal do quadro e sugere diagnóstico alternativo.
B
Errada
O padrão A é compatível com embolia pulmonar porque indica pulmão aerado, sem síndrome intersticial difusa. No contexto clínico adequado, esse é justamente o perfil ultrassonográfico pulmonar esperado no BLUE para TEP, portanto não pode ser a alternativa incompatível.
C
Errada
Deslizamento pleural presente bilateralmente é compatível com TEP e ajuda a afastar pneumotórax como causa da dispneia súbita. A embolia pulmonar usualmente não interrompe o deslizamento pleural de forma difusa, então esse achado não sugere outro diagnóstico em oposição ao TEP.
D
Errada
Diâmetro do ventrículo direito maior que o do ventrículo esquerdo indica dilatação aguda do VD por sobrecarga pressórica, uma consequência hemodinâmica compatível com embolia pulmonar aguda de maior repercussão. Não é achado exclusivo de TEP, mas é compatível com ele, portanto não elimina esse diagnóstico.
E
Errada
O sinal de McConnell é um achado ecocardiográfico sugestivo de sobrecarga aguda do ventrículo direito e classicamente associado à embolia pulmonar aguda. Ele não confirma sozinho o diagnóstico, mas é claramente compatível com TEP, então não pode ser a opção pedida.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre hipoxemia aguda por TEP e achados ultrassonográficos difusos do parênquima pulmonar: no TEP, o ultrassom pulmonar pode mostrar padrão A e deslizamento preservado, enquanto linhas B bilaterais remetem mais a síndrome intersticial, especialmente edema pulmonar.
Dica para questões semelhantes
  • Em suspeita de TEP no BLUE, procure compatibilidade com pulmão seco: padrão A e deslizamento pleural preservado.
  • Linhas B bilaterais difusas deslocam o raciocínio para síndrome intersticial/alveolo-intersticial, não para o padrão típico de TEP.
  • No ecocardiograma, dilatação do VD e sinal de McConnell apoiam TEP, mas são achados de suporte, não confirmação isolada.

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