Sobre o rastreamento da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (...

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Q3833337 Medicina
Sobre o rastreamento da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), assinale a alternativa CORRETA de acordo com as diretrizes do GOLD 2026.
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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O GOLD 2026 distingue rastreamento populacional de busca ativa: não recomenda espirometria universal em assintomáticos de baixo risco e orienta avaliação dirigida com espirometria em pessoas com sintomas respiratórios e/ou fatores de risco. Como o enunciado cobra exatamente essa conduta, a alternativa C é a compatível com a diretriz.

Tema central: Rastreamento da DPOC
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque atribui ao GOLD 2026 uma recomendação de triagem populacional com espirometria baseada em idade fixa e tabagismo, inclusive para assintomáticos. A base afirma o oposto: a diretriz não recomenda screening espirométrico universal em indivíduos assintomáticos de baixo risco e prioriza avaliação dirigida em sintomáticos e/ou expostos a fatores de risco. Tabagismo isolado não vira, por si, indicação de rastreamento populacional indiscriminado.
B
Errada
Está errada porque questionários de sintomas não estabelecem diagnóstico de DPOC. Eles podem servir para triagem clínica ou avaliação de impacto, mas não demonstram limitação persistente ao fluxo aéreo. Segundo a base, o diagnóstico requer espirometria pós-broncodilatador com relação FEV1/FVC < 0,7 no contexto clínico apropriado.
C
Certa
A alternativa C traduz o ponto central da diretriz: o GOLD 2026 prefere case-finding em vez de screening universal. Isso significa investigar de forma dirigida quem tem contexto clínico sugestivo, especialmente sintomas respiratórios e/ou exposições de risco, usando espirometria para confirmação. Esse raciocínio é coerente com o próprio critério diagnóstico da DPOC no GOLD, que exige demonstração objetiva de obstrução persistente ao fluxo aéreo por espirometria pós-broncodilatador no contexto clínico apropriado.
D
Errada
Está errada porque troca a estratégia diagnóstica/rastreamento da DPOC por um exame que não é o método preconizado para essa finalidade. A TC de baixa dose se relaciona ao rastreamento de câncer de pulmão em populações elegíveis, não ao rastreamento anual universal da DPOC em fumantes com determinado maço-ano. Para DPOC, o exame central é a espirometria, indicada de forma dirigida conforme sintomas e/ou fatores de risco.
E
Errada
Está errada porque transforma um teste etiológico específico em triagem ampla e inespecífica. A dosagem de alfa-1-antitripsina é investigação de causa específica em contextos apropriados, especialmente em pacientes com DPOC/enfisema ou suspeita compatível, e não estratégia de triagem para todos os indivíduos com mais de 60 anos e dispneia.
Pegadinha da questão
A banca explora a troca entre screening populacional e case-finding, além da confusão entre instrumento de sintomas e critério diagnóstico confirmatório.
Dica para questões semelhantes
  • Se a alternativa disser que assintomáticos devem fazer espirometria populacional de rotina, confronte com o GOLD: a lógica é busca ativa, não rastreamento universal.
  • Para fechar diagnóstico de DPOC, procure sempre a exigência de espirometria pós-broncodilatador; questionário isolado não confirma obstrução persistente.
  • Não misture rastreamento de DPOC com protocolos de câncer de pulmão ou com investigação etiológica específica, como alfa-1-antitripsina.

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