Acerca das medidas profiláticas da transmissão vertica...
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O tema central da questão é a profilaxia da transmissão vertical do HIV, que é a transmissão do vírus da mãe para o bebê durante a gestação, parto ou amamentação. A profilaxia visa reduzir o risco de infecção, e é essencial para a saúde do recém-nascido. As diretrizes brasileiras para a profilaxia de transmissão vertical do HIV são bastante específicas, considerando o uso de terapia antirretroviral (TARV) durante a gestação e a carga viral da mãe.
Alternativa Correta: C
A alternativa C está correta porque se alinha com as diretrizes brasileiras atuais. Para os recém-nascidos de mães que não utilizaram TARV no pré-natal e periparto, ou que têm carga viral (CV) desconhecida ou superior a 1.000 cópias/mL no terceiro trimestre, é indicada a quimioprofilaxia com AZT e nevirapina. Nesse caso, o AZT deve ser iniciado nas primeiras quatro horas de vida e a nevirapina nas primeiras 48 horas. Essas medidas visam reduzir o risco de infecção, considerando a alta carga viral ou a falta de tratamento materno.
Análise das Alternativas Incorretas:
A - Esta alternativa é incorreta porque não menciona a necessidade de incluir nevirapina em certos casos específicos de alta carga viral ou tratamento inadequado, o que é crucial para a profilaxia em situações de risco aumentado. Além disso, o tratamento geralmente é mantido por quatro semanas para AZT apenas em casos de profilaxia padrão.
B - Esta alternativa está errada porque sugere a combinação de AZT e nevirapina para todos os recém-nascidos, o que não é necessário para aqueles cuja mãe tem carga viral controlada e que foi adequadamente tratada com TARV no pré-natal. A combinação é indicada apenas em casos de risco elevado, como mencionado na alternativa C.
D - A alternativa D é incorreta devido à inclusão de lamivudina (3TC) e nelfinavir. Esses medicamentos não fazem parte do protocolo padrão de profilaxia para recém-nascidos no Brasil. O uso de AZT e nevirapina é o recomendado em casos de alta carga viral ou falta de tratamento materno adequado.
E - Esta alternativa apresenta um erro na carga viral mencionada. A profilaxia padrão com AZT é indicada quando a carga viral é menor que 1.000 cópias/mL, não 10.000 cópias/mL, e a mãe foi tratada adequadamente com TARV no pré-natal e no periparto.
As diretrizes do Ministério da Saúde do Brasil e da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) são fundamentais para a determinação dos protocolos adequados de quimioprofilaxia, visando a prevenção da transmissão vertical do HIV.
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