Ler é uma operação inteligente, difícil, exigente, mas grat...
Ler é uma operação inteligente, difícil, exigente, mas gratificante [...] ler é procurar ou buscar criar a compreensão do lido... Com a leitura, a experiência da compreensão será tão mais profunda quanto sejamos nela capaz de associar, jamais dicotomizar, os conceitos emergentes na experiência escolar aos que resultam do mundo no cotidiano.
(FREIR E. Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de
Janeiro. Ed. Paz e Terra, (1995, p.29-30).)
(Por: Rosiliane Goulart. Pedagogo. Especializada
em Neuropsicopedagogia e desenvolvimento humano.
Leituração e Pensamento Algébrico.) -
(https://www.novohamburgo.rs.gov.br/sites/pmnh/
files/secretaria_doc/2019)
− (P.6)
Marque a alternativa que apresenta a visão que Paulo Freire sobre "LER".
Gabarito comentado
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Alternativa correta: D - Ler é engajar-se numa experiência criativa em torno da compreensão e da comunicação.
Tema central da questão:
A questão aborda a visão de Paulo Freire sobre o ato de ler. Compreender esse ponto é fundamental para concursos na área de pedagogia, já que a perspectiva freireana valoriza a leitura como um ato crítico, ligado à compreensão do mundo e à transformação social.
Resumo teórico:
Segundo Paulo Freire, ler vai além de decifrar palavras ou códigos. É um processo ativo e criativo, que conecta o conhecimento prévio do leitor com novas informações, promovendo uma compreensão significativa e reflexiva. Para Freire, leitura é diálogo – ela associa o conteúdo escolar ao cotidiano, favorecendo o desenvolvimento crítico do sujeito (cf. Pedagogia do Oprimido).
Justificativa da alternativa correta:
A alternativa D expressa exatamente a proposta de Freire: ler como uma experiência criativa, que exige envolvimento e reflexão do leitor, promovendo tanto a compreensão quanto a comunicação real com o texto e com o mundo. Essa abordagem estimula o pensamento crítico e considera o contexto social do leitor.
Análise das alternativas incorretas:
A – Apesar de mencionar a leitura do mundo, limita-se ao aspecto subjetivo e não enfatiza a interação crítica e criativa proposta por Freire.
B – Reduz a leitura à mera decifração de códigos, visão tecnicista rejeitada por Freire.
C – Foca apenas no entendimento de símbolos, um conceito restrito que não contempla a dimensão crítica e transformadora da leitura.
Dica de interpretação:
Ao analisar questões sobre autores clássicos, atente-se ao uso de palavras-chave como “criatividade”, “compreensão” e “experiência”, que são marcas do pensamento freireano. Desconfie de alternativas que simplificam o processo de leitura ou apresentam-no como algo mecânico.
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