Paciente feminina, 54 anos, DRC devido nefropatia diabética,...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q2427950 Medicina

Paciente feminina, 54 anos, DRC devido nefropatia diabética, faz hemodiálise 3 x /semana há 3 anos. Os últimos exames da paciente mostraram: Uréia pré= 80 mg/dl, Uréia pós= 50 mg/dl, Creatinina= 6,8 mg/dl, K= 4,4 mEq/L, Calcio= 10 mg/dl, Albumina= 3 mg/dl, P= 6,5 mg/dl, PTH= 650 pg/ml, Fosfatase alcalina= 180 U/L, Hb= 9,8 g/dl, saturação de transferrina= 18%, ferritina = 180 mg/dl. Medicação em uso: Sevelamer 1 cp 8/8h, eritropoetina 4000UI 2x/sem. Qual alternativa apresenta medidas iniciais prioritárias para essa paciente?

Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Tema central da questão:

A questão aborda o manejo de um paciente com Doença Renal Crônica (DRC) em hemodiálise, com atenção especial para a adequação da diálise, anemia e desordens do metabolismo mineral ósseo, comuns em pacientes renais crônicos.

Justificativa para a alternativa correta (C):

A alternativa C sugere melhorar a adequação de diálise e iniciar a suplementação de ferro. Estes são passos prioritários para a paciente, considerando os dados laboratoriais e o quadro clínico:

  • Melhorar a adequação de diálise: A relação uréia pré e pós-diálise sugere que a eficiência da diálise pode estar comprometida. Melhorar a diálise é fundamental para controlar melhor os níveis de toxinas urêmicas e manter o paciente estável. Isso pode ser feito ajustando o tempo ou a frequência das sessões de diálise.
  • Suplementação de ferro: A paciente apresenta anemia (Hb = 9,8 g/dl) e uma saturação de transferrina de 18%, o que é baixo, sugerindo deficiência de ferro. Para otimizar a resposta à eritropoietina, é necessário garantir que as reservas de ferro sejam adequadas, justificando a suplementação.

Análise das alternativas incorretas:

A - Iniciar calcitriol e orientar a restrição de ingestão proteica:

Embora o PTH elevado possa indicar a necessidade de calcitriol, a restrição proteica não é prioridade nesse contexto. A desnutrição em pacientes em diálise pode piorar os desfechos clínicos, então a restrição proteica deve ser cautelosa.

B - Aumentar a dose de eritropoietina e diminuir o tempo de diálise:

Diminuir o tempo de diálise é inadequado, pois isso poderia piorar a depuração de toxinas. Além disso, aumentar a dose de eritropoietina sem corrigir a deficiência de ferro não é eficaz, já que a resposta ao tratamento ainda seria limitada pela falta de ferro.

D - Aumentar a dose de eritropoietina e iniciar calcitriol:

Similar à alternativa B, aumentar a dose de eritropoietina sem corrigir a deficiência de ferro não é recomendado. Além disso, a decisão de iniciar calcitriol deve considerar outros fatores, como o equilíbrio do cálcio e fósforo, que não são abordados diretamente aqui.

E - Orientar restrição proteica e aumentar eritropoietina:

Nenhuma das intervenções aqui é prioritária. Como mencionado, a restrição proteica pode ser prejudicial em pacientes em diálise, e aumentar a eritropoietina sem corrigir a deficiência de ferro não resolverá a anemia.

Este exercício demonstra a importância de um manejo holístico e baseado em evidências para pacientes em diálise, abordando adequadamente as necessidades metabólicas e hematológicas do paciente. Sempre considere as diretrizes atuais, como as da Kidney Disease: Improving Global Outcomes (KDIGO), ao formular um plano de tratamento.

Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo