A sífilis é uma infecção bacteriana sistêmica potencialment...
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Tema central: A questão aborda sífilis, infecção sistêmica causada pelo Treponema pallidum, com foco em transmissão, manifestações clínicas e interpretação de testes diagnósticos. Entender a evolução das fases da doença é fundamental, pois a apresentação clínica e a transmissibilidade variam de acordo com o estágio.
Alternativa correta (incorreta): A
Justificativa: A sífilis terciária NÃO possui maior transmissibilidade do que as fases iniciais (primária e secundária). De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com IST, a infectividade é significativamente maior nas fases iniciais devido à grande quantidade de treponemas nas lesões, comum no início da doença. Na sífilis terciária, as lesões são mais raras e há discreta ou nenhuma presença de treponemas, reduzindo, assim, a transmissão.
Dica de prova: Palavras como “maior transmissibilidade” costumam ser pegadinhas quando referidas aos estágios tardios.
Análise das alternativas incorretas:
B) Correta. A úlcera da sífilis primária, denominada cancro duro, é geralmente única, indolor, de bordas regulares e fundo limpo. Essa descrição é clássica e muito cobrada em provas.
C) Correta. Os testes treponêmicos (ex: FTA-Abs, TPHA) tornam-se reagentes cedo e permanecem positivos mesmo após tratamento. Assim, não devem ser usados para controle de cura. O acompanhamento é feito com testes não-treponêmicos (VDRL/RPR).
D) Correta. Está correto afirmar que, na sífilis terciária, pode haver acometimento de pele, mucosas, sistema cardiovascular (ex: aortite sifilítica) e sistema nervoso (neurosífilis). Todas essas manifestações são descritas nos principais manuais, como o Harrison’s e o PCDT-IST.
Resumindo: O candidato deve priorizar na leitura o reconhecimento do estágio da doença e os detalhes sobre transmissibilidade e testes diagnósticos. Mantenha atenção aos conceitos-chave cobrados nas diretrizes do Ministério da Saúde (PCDT-IST, seção 6.2), que destacam a alta transmissão nos estágios iniciais e a importância do tipo de teste para o acompanhamento pós-tratamento.
Referências:
Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com IST, Seção 6.2.
Harrison’s Principles of Internal Medicine.
Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!
Clique para visualizar este gabarito
Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo
Comentários
Veja os comentários dos nossos alunos
Clique para visualizar este comentário
Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo