Em relação ao câncer de tireoide, assinale a alternativa cor...
Gabarito comentado
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Alternativa correta: A
Tema central: Câncer de tireoide na infância e adolescência. Em pediatria, os nódulos são menos comuns, porém têm maior risco de malignidade do que em adultos, e frequentemente apresentam linfonodos acometidos ao diagnóstico, apesar do prognóstico global excelente.
Por que A é correta: O risco de malignidade em nódulos pediátricos é ~20–30%, versus ~5–10% em adultos. Além disso, crianças têm maior chance de doença ganglionar e, ocasionalmente, pulmonar, embora com alta taxa de cura. Evidências: Diretrizes da American Thyroid Association (ATA) para nódulos e câncer de tireoide na infância (2015) e revisões UpToDate/Harrison’s confirmam esse padrão.
Por que as demais estão incorretas:
B) “A maioria dos cânceres em crianças são foliculares.” Falso. O tipo mais comum em pediatria é o carcinoma papilífero (incluindo variante difusamente esclerosante). O folicular é bem menos frequente. (ATA Pediátrica 2015; UpToDate)
C) Inclui “componente cístico” como sinal de malignidade. Falso. Achados ecográficos suspeitos são: nódulo sólido hipoecoico, margens irregulares, taller-than-wide (altura maior que largura), microcalcificações, extensão extratireoidiana e linfonodos suspeitos. Componente cístico, especialmente quando predominante, tende a reduzir o risco; cistos puros são de baixo risco. (ATA; ACR TI-RADS)
D) “Tireoidectomia total e dissecção lateral profilática” como padrão. Falso. Em crianças, a tireoidectomia total é frequentemente recomendada para DTC (>1 cm, multifocalidade), mas a dissecção cervical lateral é terapêutica, apenas quando há linfonodos comprovadamente acometidos. A dissecção central profilática é individualizada (doença de alto risco/achados intraoperatórios). (ATA Pediátrica 2015)
E) “Doses fisiológicas de levotiroxina para supressão do TSH.” Falso. Supressão de TSH exige doses suprafisiológicas conforme risco: alto risco/ doença ativa alvo de TSH < 0,1 mUI/L; risco intermediário 0,1–0,5; baixo risco após remissão 0,5–2,0. Doses fisiológicas não suprimem TSH. (ATA Adulto 2015; ATA Pediátrica 2015; UpToDate)
Estratégia de prova: - Em pediatria, pense “maior risco de malignidade” e “papilífero é o principal”. - No US, desconfie de hipoecogenicidade + margens irregulares + taller-than-wide + microcalcificações. “Componente cístico” isolado não é marcador de malignidade. - Dissecção lateral profilática é pegadinha; só com linfonodo positivo.
Referências essenciais: ATA Guidelines for Children with Thyroid Nodules and Differentiated Thyroid Cancer (2015); ATA Guidelines for Adult DTC (2015); UpToDate (acesso 2024); Harrison’s Principles of Internal Medicine.
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