Tumores da hipófise anterior são raros na infância e exigem ...

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Q3506991 Medicina
Tumores da hipófise anterior são raros na infância e exigem atendimento por equipe multidisciplinar. Em relação a esses tumores na infância e na adolescência, assinale a alternativa INCORRETA. 
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Tema central: Tumores da hipófise anterior na infância/adolescência. São raros, muitas vezes maiores e sintomáticos por efeito de massa ou hipersecreção hormonal, exigindo abordagem multidisciplinar (endocrinologia, neurocirurgia, oftalmologia).

Pegadinha da questão: o comprometimento visual típico por compressão do quiasma é de campo visual (hemianopsia bitemporal), e a acuidade pode permanecer normal no início. Logo, focar apenas em acuidade visual não é “fundamental”.

Alternativa INCORRETA (C): “É fundamental a avaliação da acuidade visual.” — Incorreta porque o exame oftalmológico prioritário em tumores hipofisários é a campimetria (campo visual), além de avaliação do nervo óptico (fundoscopia/OCT) e visão de cores. Acuidade isolada pode ser normal nas fases iniciais e não rastreia bem compressão quiasmática. Referências: UpToDate; Harrison’s Principles of Internal Medicine; diretrizes ESPE/Endocrine Society.

Por que as demais estão corretas?

A) Em pediatria, adenomas frequentemente são macroadenomas e podem ser mais agressivos/invasivos, com maior efeito de massa e atraso diagnóstico. Evidência em séries pediátricas (Endocrine Society; UpToDate).

B) Manifestações típicas: atraso puberal/hipogonadismo (hiperprolactinemia), sinais de Cushing (doença de Cushing por ACTH) e aumento da velocidade de crescimento (excesso de GH/gigantismo). Tudo coerente com a fisiopatologia da hipersecreção.

D) Avaliação genética é recomendada em crianças/adolescentes, sobretudo em tumores com excesso de GH/PRL, gigantismo ou história familiar: MEN1, mutações em AIP (FIPA), complexo de Carney, síndrome de McCune–Albright (GNAS). Diretrizes ESPE/Endocrine Society.

E) Quando há indicação de cirurgia, a via transesfenoidal é o acesso de escolha, inclusive em crianças; a pneumatização incompleta do seio esfenoidal torna o procedimento mais desafiador, mas não o contraindica em centros experientes. Observação: em prolactinomas, o tratamento inicial é agonista dopaminérgico; a frase refere-se ao acesso cirúrgico quando a cirurgia é indicada.

Dicas de prova e raciocínio: Ao ver “alterações visuais” por tumor hipofisário, priorize “campo visual” em vez de acuidade. Lembre-se dos fenótipos hormonais: GH → crescimento acelerado; PRL → hipogonadismo/atraso puberal; ACTH → Cushing. Imagem de escolha: RM de sela turca.

Referências rápidas: UpToDate: Pituitary tumors in children; Harrison’s, cap. de hipófise; Diretrizes ESPE/Endocrine Society sobre adenomas hipofisários pediátricos e triagem genética (MEN1, AIP).

Gabarito: C.

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