Em relação à classificação TNM da UICC, assinale a afirmativ...
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Tema central: A questão aborda a classificação TNM da UICC (União Internacional para o Controle do Câncer), fundamental na oncologia para estadiamento, definição de prognóstico e planejamento terapêutico dos tumores malignos de cabeça e pescoço.
Justificativa da alternativa correta (A):
A classificação TNM realmente foi criada pela UICC com o objetivo de padronizar a comunicação sobre a extensão dos tumores, sendo ferramenta indispensável para definir prognóstico e nortear o tratamento apropriado. Segundo a própria "TNM Classification of Malignant Tumours, 9th Edition": “O sistema de estadiamento TNM é a linguagem comum na qual os profissionais de saúde em oncologia podem comunicar a extensão do câncer em pacientes como base para decisões terapêuticas e prognóstico.” Logo, a alternativa A está absolutamente correta e reflete a essência e o uso esperado do sistema TNM na prática clínica.
Análise das alternativas incorretas:
B) Erro conceitual: Um tumor de glote com cordas vocais comprometidas e mobilidade preservada pode ser T1 ou T2 dependendo da extensão—mas é imprescindível especificar se a lesão acomete apenas uma ou ambas as pregas. Uma descrição incompleta pode levar a erro de classificação, muito comum em pegadinhas de prova.
C) Pegadinha sutil: Em nasofaringe, a extensão para a fossa nasal caracteriza T2, porém o termo T2b envolve invasão parafaríngea, que não foi descrita. Portanto, afirmar T2b está incorreto.
D) Regra objetiva: Para tumores de assoalho de boca, lesões ≤ 2cm são T1, e somente entre 2–4cm são T2 (Diretriz TNM, Seções de tumores de cavidade oral). Logo, classificar um tumor de 1,8cm como T2 é incorreto.
E) Conceito errado: Não existe T1b em tumores de parótida no TNM. Além disso, tumores de parótida com invasão de tecidos adjacentes (>3cm) seriam classificados como T3 ou T4.
Dicas para provas: Atenção para detalhes das classificações, dimensões tumorais e descrições anatômicas. Sempre relacione o caso clínico à tabela TNM do local correspondente. Desconfie de classificações não usuais, como T1b em região que não existe essa subdivisão.
Resumo: O conhecimento sobre TNM é essencial para todo cirurgião de cabeça e pescoço. Saiba interpretar os critérios anatômicos e de extensão específicos de cada região!
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