Um Engenheiro Florestal está planejando um programa de melho...
Gabarito comentado
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Resposta: Alternativa C
Tema central e relevância: trata-se de melhoramento florestal para aumentar resistência à seca em Eucalyptus grandis — objetivo de grande importância diante das mudanças climáticas. Exige conhecimentos em genética quantitativa, variabilidade genética, métodos de seleção e biotecnologia.
Resumo teórico e raciocínio básico: resistência à seca é frequentemente um traço quantitativo controlado por muitos genes e fortemente influenciado pelo ambiente. Para progressos genéticos eficazes é preciso: (1) ampla variabilidade genética; (2) cruzamentos que recombinem alelos favoráveis; (3) seleção com boa precisão. A seleção assistida por marcadores (MAS) aumenta a eficiência ao identificar indivíduos com alelos favoráveis mesmo antes da expressão fenotípica completa.
Por que a alternativa C é a correta: combinar cruzamentos entre indivíduos com alta variabilidade genética e aplicar MAS permite recombinar alelos benéficos para tolerância à seca e selecionar mais rapidamente indivíduos superiores, reduzindo efeito do ambiente e acelerando ganhos genéticos. Esse é o procedimento recomendado em programas modernos de melhoramento de espécies florestais (ver FAO, State of the World's Forest Genetic Resources, 2014; Falconer & Mackay, Quantitative Genetics).
Análise das alternativas incorretas:
A – Seleção massal por fenótipo: simples e barata, mas para traços poligênicos e com forte influência ambiental tem baixa precisão e progresso lento; pode selecionar pela plasticidade, não pela genética.
B – Transgenia com genes exógenos: tecnicamente possível, mas envolve questões regulatórias, biossegurança e aceitabilidade; além disso, normalmente não é a primeira estratégia para melhorar traços complexos em programas de melhoramento florestal.
D – Uso de clones de um único indivíduo: garante uniformidade e propagação rápida do fenótipo desejado, mas reduz drasticamente a variabilidade genética, aumentando risco de surtos de pragas/doenças e baixa adaptabilidade a ambientes variados.
Dicas de interpretação para provas: atente-se a palavras-chave como "resistência à seca", "variabilidade genética" e "assistida por marcadores". Desconfie de alternativas que prometem solução imediata (clonagem única) ou que ignoram limitações práticas/regulatórias (transgênicos) quando o traço for complexo.
Fontes sugeridas: FAO (2014) State of the World's Forest Genetic Resources; Falconer & Mackay, Introduction to Quantitative Genetics.
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