Um surto de uma nova variante de influenza aviária altamente...
Gabarito comentado
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Tema central: Controle de surto de Influenza Aviária Altamente Patogênica (IAAP) em cenário de alta densidade e mobilidade, com abordagem integrada One Health (saúde animal + saúde pública). A IAAP tem alta transmissibilidade e mortalidade em aves e risco zoonótico (ex.: H5N1). O controle exige ações rápidas, zonificação, vigilância ampliada e comunicação de risco.
Alternativa correta: C — É a estratégia mais eficaz e abrangente, pois combina: (1) erradicação sanitária (stamping out) de todo o plantel da granja foco; (2) zonas de proteção e vigilância definidas por critérios epidemiológicos (tipicamente proteção ≈3 km e vigilância ≈10 km, ajustáveis conforme densidade e tráfego); (3) rastreabilidade ativa e passiva de casos em aves e humanos; (4) controle rigoroso de movimentação de animais, produtos, pessoas e veículos, com limpeza e desinfecção; (5) comunicação de risco transparente. Este pacote reduz rapidamente a carga viral ambiental, interrompe cadeias de transmissão e previne a disseminação interpropriedades e para humanos.
Base científica e diretrizes: WOAH (OIE) Terrestrial Animal Health Code – capítulo de Influenza Aviária recomenda stamping out, zonificação, vigilância e controle de trânsito; FAO/WOAH/OMS (Tripartite) e OMS orientam vigilância integrada animal-humano e manejo de exposições humanas (PPE, monitoramento e profilaxia antiviral quando indicada). No Brasil, o Plano de Contingência para Influenza Aviária do MAPA/PNFA segue esses princípios.
Por que as demais estão incorretas?
- A: Abate apenas de aves sintomáticas e desinfecção superficial são insuficientes. Aves assintomáticas podem eliminar vírus; sem zonificação e rastreio, há alto risco de escape via fômites e veículos.
- B: Cordão de 1 km e vigilância apenas clínica subestimam a dispersão da IAAP, especialmente em áreas de alta mobilidade. É necessária vigilância laboratorial e raio maior, além de controles de trânsito robustos.
- D: Vacinação emergencial em massa não é primeira linha para IAAP em aves de corte; pode mascarar infecções, dificultar vigilância e impactar comércio. No Brasil, só é considerada sob condições estritas. Falta integração plena (rastreio e controles de movimento) e vigilância humana estruturada.
- E: Monitoramento sorológico isolado e sem restrições de trânsito é tardio e permissivo à disseminação silenciosa. Não contempla abate sanitário nem resposta integrada; tratar humanos não previne novos casos.
Estratégia de prova: Diante de “IAAP”, “alta densidade” e “intensa movimentação”, busque a opção que traga pacote completo: stamping out + zonas + rastreio ativo + controle de trânsito + One Health + comunicação. Desconfie de respostas focadas só na granja, com raio pequeno, apenas clínica, ou apenas vacinação.
Observação prática: Em humanos expostos, OMS recomenda monitoramento por 10 dias, EPI adequado e considerar oseltamivir profilático conforme avaliação de risco.
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