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Q3576118 Odontologia
Assinale a alternativa correta em relação ao tipo de fratura que resulta da aplicação de força horizontal na maxila, fraturando-a através do seio maxilar e ao longo do assoalho da cavidade nasal:
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Gabarito: C — Le Fort I

Tema central: Classificação das fraturas da maxila segundo Le Fort. A questão descreve uma fratura por força horizontal que se estende através do seio maxilar e ao longo do assoalho da cavidade nasal — descrição clássica de Le Fort I (transmaxilar).

Por que a alternativa C é correta? A Le Fort I é uma fratura horizontal que separa o “palato flutuante” do esqueleto facial superior. O traço passa pela parede lateral do seio maxilar, região da sutura pterigomaxilar (desinserção das lâminas pterigoideas) e assoalho nasal, geralmente acima dos ápices dentários. Clinicamente: mobilidade do segmento alveolar superior, maloclusão, epistaxe, edema de lábio superior e equimose no sulco vestibular (Sinal de Guérin). A TC de face é o exame de escolha para confirmar o trajeto (cortes finos axiais/coronais). Referências: AO CMF, Fonseca OMS, Peterson’s, UpToDate.

Análise das alternativas incorretas

A — Le Fort II: Padrão piramidal, envolve ossos nasais, assoalho e parede medial da órbita e borda infraorbital, além das placas pterigoideas. Associa-se a parestesia do infraorbital e edema periorbitário. Não é predominantemente horizontal pelo assoalho nasal e seio maxilar como descrito.

B — Fratura do arco zigomático: Compromete o arco zigomático/lateral da face, com depressão do arco e possível trismo por impacto no processo coronóide. Não atravessa seio maxilar nem o assoalho nasal.

D — Fratura do processo frontal da maxila: Lesão localizada ao pilar nasofrontal, próxima ao canto medial do olho; pode cursar com telecanto se houver componente naso-órbito-etmoidal. Não representa uma fratura transmaxilar horizontal.

E — Le Fort III: Disjunção crânio-facial; separa o maciço facial do crânio, envolvendo sutura frontozigomática, paredes orbitárias e nasofrontal. Achados: “face em prato” (dish-face), possível rinorreia de LCE. Excede em muito o trajeto descrito na questão.

Estratégia de prova: Palavras-chave que apontam para Le Fort I: força horizontal, através do seio maxilar, assoalho nasal. Para diferenciar: Le Fort II = piramidal/infraorbitária; Le Fort III = craniofacial/órbitas completas; Zigo = arco lateral; Processo frontal = pilar nasofrontal.

Conduta (resumo para prática): Seguir ATLS (vias aéreas e hemostasia). Na Le Fort I, tratamento definitivo costuma ser redução aberta e fixação interna nos pilares (piriforme e zigomaticomaxilar), com restabelecimento oclusal (MMF/guia oclusal) conforme protocolos AO CMF e literatura (Fonseca, Peterson’s, UpToDate).

Referências essenciais: AO CMF Surgery Reference; Fonseca, Oral and Maxillofacial Surgery; Peterson’s Principles of Oral and Maxillofacial Surgery; ATLS 10ª ed.; UpToDate (Fractures of the midface).

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A Le Fort I ocorre quando há aplicação de força horizontal na maxila, levando a fratura que atravessa:

• parede lateral do seio maxilar

• assoalho da cavidade nasal

• região da sutura pterigomaxilar

É também chamada de fratura em nível baixo ou fratura horizontal, separando o segmento alveolar do restante da face.

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