Um dos adjuntos adverbiais grifados no trecho abaixo transm...
“O cérebro intriga grandes pensadores da humanidade há séculos. Na Grécia Antiga, o filósofo Aristóteles, por exemplo, o via como uma espécie de sistema de refrigeração: mantinha o corpo frio e evitava o superaquecimento do coração – que, para ele, era a sede da inteligência e do pensamento. O médico Erasístrato chegou a estudar a anatomia cerebral (embora um “mapa” do cérebro só fosse aparecer quase 2 mil anos depois, feito pelo médico inglês Thomas Willis). Ainda na Antiguidade, os egípcios se dedicaram a estudar o órgão, descrevendo, por exemplo, a enxaqueca, a epilepsia e as sequelas de traumas na cabeça (embora o retirassem dos corpos a serem mumificados).”
LOTTENBERG, Claudio L. Treinar o corpo para manter a mente saudável. Forbes Brasil, 8 de setembro de 2022. Colunas. Disponível em: https://forbes.com.br/forbessaude/2022/09 /claudio-lottenberg-emocoes-afetam-nossa-sensacaoda-passagem-do-tempo-2/. Acesso em: 15 out. 2022.
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Tema central da questão: Classificação e identificação de adjuntos adverbiais. Este tipo de conteúdo é fundamental na sintaxe, pois ajuda a interpretar a função das palavras e expressões no texto e contribui para a clareza e precisão exigidas de um agente comunitário de saúde ao redigir e interpretar informações.
Regra aplicada: Adjunto adverbial é o termo que indica alguma circunstância do verbo, adjetivo ou advérbio. Pode expressar tempo, lugar, modo, causa etc (Cunha & Cintra, Nova Gramática). Quando uma expressão traz informações dessas circunstâncias de forma conjunta, ela se classifica pelos dois critérios conforme o contexto.
Justificativa da alternativa correta:
A) “Na Grécia Antiga”
Nesta expressão, temos as ideias de lugar ("Grécia") e de tempo ("Antiga", referindo-se ao período histórico). Assim, ela é um adjunto adverbial duplo, pois situa a ação tanto no espaço quanto no tempo. Este é um clássico exemplo citado em gramáticas como a de Bechara e Cunha & Cintra para situações em que há sobreposição de circunstâncias.
Análise das alternativas incorretas:
B) “só” – Advérbio que indica exclusividade, não expressa tempo ou lugar.
C) “quase 2 mil anos depois” – Adjunto adverbial de tempo apenas, sem referência ao lugar.
D) “Ainda na Antiguidade” – Também indica tempo, situando a ação num período, mas sem delimitar local.
E) “na cabeça” – Indica lugar (espaço físico), sem relação com tempo.
Dicas para futuras provas:
Ao identificar adjuntos adverbiais, observe se a expressão situa a ação simultaneamente em relação ao tempo e ao lugar. Expressões históricas como “Na Grécia Antiga”, “No Brasil colonial”, “Em tempos de guerra” podem funcionar assim. Atenção a palavras que podem parecer advérbios, mas que não expressam essas circunstâncias!
Referência normativa: Cunha & Cintra e Bechara alertam que a interpretação correta depende do reconhecimento dos núcleos de sentido presentes na expressão.
Gabarito: A) “Na Grécia Antiga”
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Gabarito: A
na Grécia (lugar) antiga (tempo)
ADJUNTO ADVERBIAL DE TEMPO: Quando o termo indica o tempo quando ou por quanto tempo se passou a ação do verbo. Geralmente, aponta quando, desde quando, até quando, durante quanto tempo a ação foi feita. = Na Grécia ANTIGA
ADJUNTO ADVERBIAL DE LUGAR: Quando o termo indica o lugar ou a direção da ação do verbo. Geralmente, aponta onde, aonde, por onde, até onde a ação do verbo se passa. = na GRÉCIA
''é justo que muito custe o que muito vale.''
Alternativa A: Na Grécia Antiga.
Na Grécia - LUGAR
Antiga - TEMPO
Errei essa questão, assisti a aula da professora Isabel e entendi o erro.
Na gravação da aula a prof. comentou que quando o adjunto adverbial vem separado por vírgula, ele é chamado de adjunto adverbial de oração/opinião, e não irá se referir ao verbo ou outro advérbio, mas se refere a toda oração, igual na nossa questão.
Na Grécia (local) Antiga(lugar), o filósofo Aristóteles, por exemplo, o via como uma espécie de sistema de refrigeração: mantinha o corpo frio e evitava o superaquecimento do coração – que, para ele, era a sede da inteligência e do pensamento.
NA GRÉCIA ANTIGA refere-se a toda oração, tanto é que não está inserido na oração, mas separado dela.
Outras explicações:
* Adjunto adverbial – Tendo em vista a função desempenhada por este termo, que é a de indicar a circunstância em que se desenvolve o processo verbal, bem como a de intensificar um verbo, adjetivo ou advérbio, recomenda-se usar a vírgula quando ele (o adjunto) vier após o verbo e seu respectivo complemento. Como, por exemplo, em:
Encontrei alguns professores, hoje pela manhã, reunidos com o diretor.
* Adjunto adverbial anteposto ou intercalado – Mediante tal situação, o adjunto deve ser separado por vírgula. Entretanto, quando este aparecer em pequena extensão, a vírgula estará dispensada.
Hoje pela manhã, encontrei alguns professores reunidos com o diretor.
Fonte: https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/os-termos-acessorios-oracao-uso-virgularelacao-dependencia.htm
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