A Síndrome de Realimentação (Refeeding Syndrome) é uma compl...
A Síndrome de Realimentação (Refeeding Syndrome) é uma complicação potencialmente fatal no tratamento de pacientes com Anorexia Nervosa gravemente desnutridos. Ocorre quando a reintrodução nutricional rápida estimula a liberação de insulina, provocando desvios eletrolíticos intracelulares massivos. Acerca dos distúrbios hidroeletrolíticos e manejo clínico na Síndrome de Realimentação, analise as afirmativas a seguir e marque V, para as verdadeiras, e F, para as falsas:
(__) O marcador laboratorial principal da síndrome é a hipofosfatemia severa, decorrente da rápida captação celular de fosfato para a síntese de ATP e 2,3-DPG durante o anabolismo.
(__) A hipocalemia e a hipomagnesemia também são frequentes e contribuem para o risco de arritmias cardíacas, devendo ser corrigidas antes ou concomitantemente ao aumento da oferta calórica.
(__) A administração de tiamina (Vitamina B1) deve ser iniciada dias após o começo da realimentação, pois sua deficiência não interfere no metabolismo de carboidratos em pacientes anoréxicos.
(__) O edema periférico e a insuficiência cardíaca congestiva podem ocorrer devido à retenção de sódio e fluidos exacerbada pela ação antinatriurética da insulina.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Gabarito comentado
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Gabarito: C
Fundamento decisivo: Na síndrome de realimentação em paciente gravemente desnutrido, a reintrodução de carboidratos eleva a insulina e promove entrada intracelular de fósforo, potássio e magnésio, com aumento da demanda de fosfato para ATP e 2,3-DPG, além de retenção de sódio e água; por isso, a hipofosfatemia é a alteração mais característica e a tiamina deve ser administrada antes ou no início da realimentação, o que torna a sequência V, V, F, V e sustenta a alternativa C.
- Em síndrome de realimentação, pense primeiro no efeito da insulina após a reintrodução de carboidratos: fósforo, potássio e magnésio migram para o intracelular.
- Hipofosfatemia é a alteração laboratorial mais característica, mas não exclui a relevância de hipocalemia e hipomagnesemia no risco cardíaco.
- Tiamina não é medida tardia: deve entrar antes ou no início da oferta nutricional.
- Além dos eletrólitos, lembre da retenção de sódio e água como base para edema e insuficiência cardíaca.
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