Na obra Cândido ou o otimismo (1759), do escritor francês V...
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Ano: 2025
Banca:
CESPE / CEBRASPE
Órgão:
UNB
Prova:
CESPE / CEBRASPE - 2025 - UNB - Vestibular Indígena |
Q3929493
Literatura
Texto associado
Pessoas do tempo, querendo exagerar a riqueza, dizem
que o dinheiro brotava do chão, mas não é verdade. Quando
muito, caía do céu. Cândido e Cacambo... Ai, pobre Cacambo
nosso! Sabes que é o nome daquele índio que Basílio da Gama
cantou no Uraguai. Voltaire pegou dele para o meter no seu livro,
e a ironia do filósofo venceu a doçura do poeta. Pobre José
Basílio! tinhas contra ti o assunto estreito e a língua escusa.
O grande homem não te arrebatou Lindoia, felizmente, mas
Cacambo é dele, mais dele que teu, patrício da minha alma.
Machado de Assis. Esaú e Jacó. In: Machado de Assis: obra completa em quatro volumes.
Volume 1. São Paulo: Editora Nova Aguilar, 2015, p.1.142.
Na obra Cândido ou o otimismo (1759), do escritor francês Voltaire (1694-1778), Cacambo é o indígena que guia o protagonista Cândido pelo Eldorado (um lugar lendário e utópico no Novo Mundo). Dez anos depois (1769), Cacambo reaparece no poema épico O Uraguai, do poeta árcade brasileiro Basílio da Gama. Em 1904, o narrador do romance Esaú e Jacó, de Machado de Assis, no trecho transcrito, faz referência a esses dois personagens e a seus autores.
Considerando essas informações, julgue o item a seguir, referente ao texto de Machado de Assis.
No texto, a designação “patrício da minha alma” refere-se ao escritor Voltaire, a quem o narrador devotava evidente preferência em relação ao escritor brasileiro, considerado por ele alguém sem efetivo talento, o que se evidencia na frase “Pobre José Basílio!”
Considerando essas informações, julgue o item a seguir, referente ao texto de Machado de Assis.
No texto, a designação “patrício da minha alma” refere-se ao escritor Voltaire, a quem o narrador devotava evidente preferência em relação ao escritor brasileiro, considerado por ele alguém sem efetivo talento, o que se evidencia na frase “Pobre José Basílio!”